Com músicas autorais e inéditas, nove atrações da música instrumental brasileira se apresentaram no 3º Marabá Jazz Festival nos dias 26 a 28 de setembro, no palco do Teatro Eduardo Abdelnor, na Folha 16, Nova Marabá. O evento é realizado pela TheRoque Produções com patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e apoio da Prefeitura de Marabá via Secretaria de Cultura (Secult). O público apreciou shows de Marlene Souza Lima, Morgana Moreno, Esdras Nogueira, Pandora Jazz, projeto Boca Seca, MG Calibre Quarteto, Curimbó Tropeiro de Iracema, Ricardo Smith Quarteto e Celso Pixinga.
“Além de trazer nomes de expressão nacional e internacional, o festival tem conseguido aglutinar mais pessoas interessadas na música instrumental, e também a expressão de artistas locais, que ansiavam por isso, para se apresentar de maneira autoral, de uma linguagem instrumental. Eu acredito que o Marabá Jazz tem cumprido a sua missão social, o seu objetivo cultural na região, e isso é gratificante para todo mundo”, destacou o idealizador do festival Jackson Gouveia.
Para o secretario de Cultura de Marabá, Genival Crescêncio, a “música instrumental é muito importante para a cidade e vem crescendo muito, inclusive algumas bandas e grupos surgiram a partir da primeira edição do Marabá Jazz, que é muito importante para o município e região, porque além de ter as atrações nacionais, sempre abre espaço para artistas regionais da cidade”, apontou.
O festival contou com intérpretes de libras e audiodescrição possibilitando pessoas com deficiência visual aproveitassem as apresentações, como os alunos do Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual (CAP-DV), entre eles a Maria Francisca dos Santos. “Essa sensibilidade torna ainda muito mais agradável e alegre o momento do show, onde recebemos as informações de tudo que estava acontecendo”, destacou.
O público lotou o teatro todas as noites, rendendo elogios ao festival, como fez a Sara Pedrosa. “Estou maravilhada porque a música é a própria arte, a música é beleza”, destacou.
Entre os artistas nacionais, o festival trouxe de Brasília Marlene Souza Lima e Trio, que tem mais de 30 anos de carreira musical. Tocando pela primeira vez na região norte, a guitarrista apresentou repertório autoral e nas improvisações jazzísticas misturou vários ritmos como baião e bossas.
“É muito bacana porque eu trouxe minha música para o norte do Brasil e nem sempre as pessoas têm essa oportunidade, né?! Foi uma experiência muito maravilhosa, público aplaudindo, curtindo. Estou maravilhada com o público, a energia no palco estava a mil. Vida longa ao Marabá Jazz”, completou.
Também de Brasília, o saxofonista de Brasília, Esdras Nogueira, apresentou composições dos álbuns “Lá em Casa Sessions” e “Transe”, uma reinterpretação do álbum “Transa” de Caetano Veloso.
“Primeira vez que venho à Marabá e gostei muito. Viajar tocando música instrumental é um privilégio e chegar aqui ter um público querendo escutar a gente, é maravilhoso. O festival está de parabéns, com uma qualidade incrível de som”, elogiou.
O festival também oportunizou artistas regionais e locais, como Ricard Smith Quarteto de Belém, Curimbó Tropeiro de Iracema, e o projeto Boca Seca, ambos de Marabá.
“A gente está dando um start no Boca Seca, um projeto que foi idealizado. Saiu um álbum nos streams e, agora, a gente segue uma caminhada, de juntar amigos, parceiros, justamente para difundir a música instrumental na região de Carajás, que diga-se de passagem, vem ganhando um grande espaço. E, trabalhos como esse, como o Marabá Jazz, vem se consagrando com essa marca registrada”, concluiu guitarrista Herberth Braz.
“Pra gente está sendo uma experiência fantástica. A equipe técnica é muito boa, o pessoal é muito solícito, deixaram a gente muito tranquilo pra poder fazer essa apresentação. E as nossas músicas, a gente gosta de rock’n’roll, puxa um carimbó, um reggae, um brega, pra fazer esse tipo de desconstrução musical, pra gente poder se divertir, fazer um som autoral diferente”, pontuou o guitarrista Tiago Barcelos.
Ricardo Smith Quarteto trouxe surpresas ao placo, apresentou a canção inédita “Marabá” e dividiu o palco com Neviton Ferreira, que emocionou o público com clássica canção de Marabá, “Varandais”, com letra de Ademir Braz.
“A importância do festival é enorme para formação de plateia, levar conteúdo diferenciado para as pessoas que estão dispostas a ouvir. Nós tocamos pela primeira vez uma música inédita, ‘Marabá’, que homenageia a cidade e o povo e eu acho que a recepção foi muito boa”, ressaltou Ricardo Smith.
A terceira edição do Marabá Jazz Festival, que aliou música boa com cinema, divulgando todas as noites, a 9ª Mostra de Cinema da Amazônia, com videoclipes de artistas paraenses e a Mostra Audiovisual Vidas Indígenas do Museu da Pessoa.
Texto: Kélia Santos
Fotos: Bill Waishington, Nathália Costa e Wilielton Amaral (drone)
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