Com a intenção de promover a inclusão e acessibilidade no surfe, a 3ª edição do evento ‘Na Onda da Jade’ oferece aulas da modalidade esportiva para pessoas com Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista (TEA), na Praia de Guaecá, no domingo (30/11), a partir das 9h30.
O evento é organizado pela escola de surfe Experiência Litoral, conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes (Seesp), parceria da ONG Onda Azul e registrou mais de 40 inscrições para a atividade que vai contar com o apoio de voluntários.
Ana Beatriz Perumi Tanaka Puertas é mãe de Jade Lie Tanaka da Silva, a jovem de 20 anos que dá o nome ao evento. Ela conta que a ideia de realizar o evento surgiu quando a filha, que tem Síndrome de Down, ganhou a primeira competição na carreira de paratleta, em 2023. O objetivo foi estimular outras pessoas com Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista a praticarem o esporte.
“Vimos a oportunidade de mostrar que é possível meninas e meninos com Síndrome de Down e autismo surfarem. Este evento significava muito para todos nós, pois é algo que vai além do ‘surfe performance’, queremos proporcionar a inclusão e vivências únicas para estas pessoas”,disse Ana.
A programação começa a partir das 9h30 com a apresentação dos atletas. Haverá, ainda, Dança das Kuleanas e o início das aulas de surfe está marcado para as 10h20.
Também estão disponíveis vagas para quem se interessar em trabalhar como voluntário no evento. Os interessados podem entrar em contato nos telefones (12) 98237.8538 (Ana) e (12) 98197.4947 (Sandrinha).
História da Jade
Jade nasceu na Ilha da Magia, em Florianópolis (SC), mas com 4 anos de idade se mudou com os pais para São Sebastião.
Aprendeu a surfar com seu irmão mais velho, Pedro Tanaka, que a ensinou a mergulhar desde pequena e depois começou a levá-la para surfar.
Pedro corria campeonatos de surfe e ela sempre o acompanhava. Porém, no auge da Pandemia do Covid-19, Pedro sofreu um acidente de mergulho e não resistiu.
A surfista tinha uma forte ligação com seu irmão e ele também sempre cuidava dela enquanto os pais estavam trabalhando.
“Jade sofreu muito porque era muito ligada ao irmão mais velho. Existia muito amor e segurança na relação dos dois irmãos”, conta Ana.
Foram dois anos de luto e o que proporcionava conforto para a família era o surfe. Com isso, Jade seguiu disputando campeonatos e buscando no esporte a sua superação.
Jade se tornou tricampeã brasileira de Parasurf e com isso continua construindo uma trajetória marcante dentro da modalidade.
“Existem muitas barreiras a serem quebradas para ser atleta de surfe como exposição, medos, falta de patrocínio. Mas o fato de ela ser menina e com Síndrome de Down nos mostrou algo muito mais do que pontes a serem atravessadas”, finalizou a mãe de Jade.
Serviço
Evento ‘Na onda da Jade’
Data:30 /11
Local:Praia do Guaecá
Hora:9h30
#PraTodosVeremO carrossel de duas imagens destaca a performance e a vitória de uma jovem atleta de Parasurf. Na primeira foto, ela aparece em ação, equilibrando-se em pé sobre uma prancha roxa em meio à espuma do mar, vestindo uma camisa azul de lycra e bermuda preta, com outra pessoa na água ao fundo. A segunda imagem mostra a cerimônia de premiação com três atletas no pódio diante de um painel azul com as escritas "CBSurf" e "Para Surf 2025"; a mesma jovem da foto anterior está no centro, usando protetores auriculares, segurando um troféu de "1º Lugar" e uma mochila laranja, ladeada por duas outras competidoras sorridentes, uma de camisa vermelha e outra de branco, que também exibem seus troféus. Fim da descrição.
*Com supervisão de Mara Cirino