Saúde Amazonas
Instituto da Mulher promove curso de atualização sobre Hemorragia Pós-Parto para profissionais da saúde
Capacitação fortalece o manejo oportuno e atuação integrada, diante de uma das principais causas evitáveis de mortalidade materna...
16/01/2026 12h02
Por: Redação Fonte: Agência Amazonas

Capacitação fortalece o manejo oportuno e atuação integrada, diante de uma das principais causas evitáveis de mortalidade materna

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Fotos: Guilherme Fragas / CHS

O Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), realizou, na quinta-feira (15/01), o Curso de Atualização em Hemorragia Pós-Parto (HPP), voltado para enfermeiras, obstetrizes, médicos, residentes e profissionais da equipe. A capacitação foi promovida em parceria com a Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Estado do Amazonas (Abenfo-AM).

O curso teve como objetivo fortalecer o reconhecimento precoce, o manejo oportuno e o trabalho em equipe frente a uma das principais causas evitáveis de mortalidade materna. A capacitação contribui para a qualificação da assistência obstétrica e a segurança das gestantes e puérperas atendidas na rede estadual de saúde.

Durante a capacitação, foram apresentadas as novas diretrizes internacionais, publicadas no fim de 2025 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (Figo) e pela Federação Internacional de Parteiras, com foco em práticas baseadas em evidências e protocolos atualizados para a prevenção e o tratamento da hemorragia pós-parto.

Referência em urgência e emergência obstétrica no Amazonas, o IMDL, que fica no Complexo Hospitalar Sul (CHS), desempenha papel estratégico na assistência materna no estado. De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, a qualificação contínua das equipes é fundamental para reduzir eventos evitáveis e salvar vidas. “O preparo dos profissionais é essencial para aprimorar a tomada de decisão, a identificação precoce, a prevenção e o manejo oportuno dessa emergência obstétrica, contribuindo para a segurança da assistência durante o parto e o puerpério”, destaca.

Além da abordagem teórica, o curso contou com estações práticas, que incluíram reconhecimento precoce da HPP, manejo clínico com uso de uterotônicos e simulações realísticas, reforçando aspectos como coordenação, comunicação e liderança em cenários de emergência.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Fotos: Guilherme Fragas / CHS

Segundo a enfermeira obstétrica e facilitadora do curso, Vitória Vale, a atualização é fundamental para qualificar a resposta das equipes diante de situações críticas. “A hemorragia pós-parto ocorre quando há sangramento acima do esperado, após o parto. Trata-se de uma condição tempo-dependente e potencialmente evitável quando reconhecida precocemente e conduzida de forma adequada”, explica.

Ela destacou, ainda, que a capacitação aborda mudanças importantes nas condutas, incluindo o uso de medicamentos uterotônicos e estratégias de profilaxia adaptadas à realidade dos serviços de saúde.

A iniciativa integra as estratégias do Complexo Hospitalar Sul voltadas à qualificação permanente das equipes, à segurança do paciente e à redução de eventos evitáveis, reafirmando o compromisso do Instituto da Mulher Dona Lindu com uma assistência obstétrica segura, baseada em evidências e centrada na vida das mulheres.

Avanços

Os avanços na assistência obstétrica da rede estadual de saúde têm se refletido na redução da mortalidade materna no Amazonas. A queda foi de 49,2% em 2024, comparado ao ano anterior.

Segundo a secretária Nayara Maksoud, o resultado é consequência de investimentos contínuos na qualificação da rede, por parte do Governo do Amazonas. “Esse avanço é fruto do fortalecimento da atenção materno-infantil, da ampliação do acesso ao pré-natal, do funcionamento ininterrupto das maternidades e do trabalho das equipes multiprofissionais, que atuam de forma integrada para proteger a vida das mulheres e dos bebês amazonenses”, ressalta.