Cidades Rio Preto - SP
Servidoras municipais participam do Janeiro Branco
Foco das falas foi a saúde mental das mulheres e como melhorar a qualidade de vida
23/01/2026 19h17
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Rio Preto - SP

Cerca de cem servidoras públicas municipais participaram na manhã deste sexta-feira, 23/1, da ação do Janeiro Branco, com foco na saúde mental da mulher. A ação foi promovida pelas Secretarias da Mulher, Pessoa com Deficiência e Igualdade Racial e da Administração, no auditório do nono andar do Paço Municipal.

A psicóloga Fernanda Fallara, do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SEESMT) da Prefeitura de Rio Preto falou sobre saúde mental no trabalho, desde a prevenção até o acolhimento, passando pelo cuidado. “Autocuidado não é egoísmo, não é luxo e não é supérfluo. Não podemos dar uma importância muito maior a uma das partes da nossa vida, como o trabalho. Precisamos equalizar os pesos da nossa vida pessoal e laboral.”

Além do autocuidado, alimentação, sono, exercícios físicos, lazer, hobbies e a socialização impactam na saúde mental. “Nós mulheres carregamos emocionalmente múltiplas pessoas e responsabilidades. É preciso promover o autocuidado real, saber dizer não, reduzir a culpa e pedir ajuda”, afirma a médica psiquiatra Silmara Bega Nogueira Caffagni, especialista em saúde mental da mulher.

'Olhar'

A secretária da Mulher, PcD e Igualdade Racial, Rosicler Quartieri, ressaltou a importância de se discutir o tema e principalmente olhar para o outro, para o colega. “Às vezes, nosso bom dia pode fazer a diferença.” O secretário de Administração, Frederico Duarte, citou o papel das mulheres na sua trajetória e a promotora de Justiça Heloisa Gaspar Martins Tavares, titular da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rio Preto, falou sobre o número de pessoas com transtornos mentais no país. “A OMS destaca o Brasil como líder em transtornos de ansiedade e depressão, e a maioria são mulheres. E isso é fruto de um modelo construído historicamente que imputa pressões e responsabilidades nas mulheres. Esse modelo precisa ser desconstruído.”