O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), mantém no Circuito Batatinha, no Centro Histórico de Salvador, o Centro de Referência Nelson Mandela como ponto de acolhimento a vítimas de racismo e intolerância religiosa durante o Carnaval. A unidade oferece atendimento psicológico, social e jurídico, além do encaminhamento para registro de ocorrência.
A secretária de Promoção da Igualdade Racial, Angela Guimarães, destacou a importância da iniciativa. “Trata-se de um equipamento público mantido pela Sepromi e pelo Estado, com funcionamento contínuo desde 2013. Além do atendimento permanente, o centro atua nas campanhas de prevenção e enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa durante o Carnaval”, afirmou.
Para quem está na rua, a presença do serviço representa mais segurança. “Eu acho isso muito importante não só no Carnaval, mas no dia a dia, porque muitas pessoas sofrem racismo e, às vezes, não querem se expor. Esse apoio é muito importante para a população”, disse a ambulante Caroline Silva, 30 anos.
A confeiteira Rosimare Cardoso, 33, também destacou o acolhimento oferecido. “A gente se sente mais acolhida e protegida, independente de religião ou raça. Saber que existe um espaço que pode nos apoiar é muito importante”, afirmou.
Durante o Carnaval, além do atendimento no Circuito Batatinha, outros seis postos funcionam nos demais circuitos da festa. As unidades integram o Plantão Integrado dos Direitos Humanos, coordenado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.
Além do atendimento presencial, denúncias podem ser registradas 24 horas por meio da ferramenta Zuri, pelo WhatsApp (71) 3117-7448, que realiza acolhimento inicial e encaminha os casos para registro na Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin).
Repórter: Letícia Rastelly/GOVBA