A Folha 28 foi palco do 4° dia do Carnaval de Marabá com o tradicional Bloco Vai Quem Quer, que tem mais de 40 anos de história. O trio percorreu vias da Nova Marabá, passando também pela VP-7, VP-3 e Folhas 27, 21 e 20. O trajeto encerrou no estacionamento da Feira da Folha 28.
Segundo a Defesa Civil, mais de 30 mil pessoas passaram pela área do show. O Vai Quem Quer surgiu a partir de um grupo de amigos da Folha 28 e saiu a primeira vez em 1983. De lá pra cá, tornou-se um dos blocos mais conhecidos e tradicionais da cidade. Nos últimos anos, esteve em hiato e, em 2026, retorna em parceria com a Prefeitura, como destaca Antônio Carlos Saraiva, presidente do bloco.
“A parceria com a Prefeitura é excelente. É um recomeço. Tivemos dois anos de pandemia e em 2024 e 2025 o bloco não fez o arrastão. A retomada acontece agora em 2026. Alegria em ver crianças, jovens, os antigos, do começo, tudo na rua. Eu acredito que foi bom. Se Deus quiser, no ano que vem e com a parceria da Prefeitura e da Cultura, a gente vai estar na rua de novo”, reforça.
Para Genival Crescêncio, secretário de Cultura de Marabá, é satisfatório para a gestão municipal contribuir com a retomada de um bloco importante para o Carnaval da cidade.
“O dia é de imensa felicidade de contribuir com a reativação do Vai Quem Quer, um bloco tradicional, com mais de quatro décadas de história. Depois de dois anos, a Prefeitura e a Liga Carnavalesca proporcionam esse momento para a comunidade de Marabá. É um momento especial para todos nós”, comenta.
À medida que o cortejo avançava pelas vias da Nova Marabá, mais pessoas juntavam-se ao trio elétrico. As apresentações musicais iniciaram às 18h, no estacionamento da feira. Quem acompanhou o bloco, pôde ver a criatividade nas fantasias e a animação dos participantes.
Público
Aurilene Soares é comerciante e moradora do bairro São Félix. Ela foi acompanhar o Vai Quem Quer porque não conseguiu participar do Carnaval no núcleo onde vive por causa da chuva. Além disso, o momento a ajuda a lidar com o luto.
“É o meu segundo ano. Eu sempre gosto. Está uma vibe bem legal. O Carnaval é um ato de alegria, distração e muita folia. Eu me sinto feliz. Bom demais. Minha família está passando por um momento difícil porque perdemos nossa mãe e esse é um momento de distrair a cabeça, a mente, antes de ficar pensando besteira”, afirma.
Para Kaylla Souza, foi o primeiro Carnaval. Ela recebeu o convite e optou por vivenciar a experiência de uma das maiores festas populares do mundo.
“É meu primeiro Carnaval e eu estou adorando. Meus amigos me chamaram, colegas de trabalho e estou vindo. Carnaval é diversão, tirar da zona de conforto. Tirar um pouquinho de trabalhar, trabalhar e se divertir um pouco também. Muito feliz, animado, recomendo todo mundo vir”, ressalta.
No Carnaval, há quem tenha muitas histórias para contar. Um exemplo é Rosângela Santis, que acompanha o Vai Quem Quer desde a fundação, há mais de 40 anos.
“O Carnaval significa cultura, alegria, fraternidade, encontro dos amigos e dos familiares também. Todos os anos, nós pensamos um look diferente e esse ano não poderia deixar de fazer. A gente se reúne para montar o look. Eu acho super importante ver isso aqui porque vivemos um momento de muita violência. Então, esse momento é para a gente brincar, se alegrar”, pontuou.
A vendedora Núbia Barros compartilha o que o Carnaval representa para ela.
“O Carnaval significa um momento de alegria, festividade, poder extravasar, brincar, se divertir porque o ano todo é trabalho. O Vai Quem Quer há muitos anos eu acompanho. É muito bom. Eu acho ótimo. É o momento de brincar, distração, sair da depressão, sair de casa, se divertir”, ressalta.
Atrações
DJ Beea foi a primeira atração, apresentando um setlist para todos os gostos. Em um momento, dividiu o palco com o cantor e dançarino Henrique Collins. A artista que sempre acompanhou o bloco, dessa vez se apresentou no palco.
“É uma honra. Primeira vez me apresentando aqui, espero voltar mais vezes. Eu venho todos os anos vom a minha família e é gratificante estar em cima do palco dessa vez. Meu setlist foi pensado no Carnaval, mais animação. É muito bom, um reconhecimento muito grande. Eu sou de Marabá, nascida e criada. Estar aqui, fazendo o meu trabalho, mostrando a minha arte para muitas pessoas, é gratificante”, expressa.
Em seguida, foi a vez da Banda Real Som. O público acompanhou músicas de diversos gêneros como axé e rock. A terceira atração da noite foi o cantor marabaense Nego Loiro. Ele revela sua satisfação em se apresentar no bloco.
“Se fosse para dizer qual bloco eu queria cantar, eu vou ser sincero. Eu queria cantar aqui no Vai Quem Quer. Fiz essa escolha e foi muito maravilhoso. A noite está sendo maravilhosa e, para mim, não tem coisa melhor do que estar aqui representando o nosso brega no meio do Carnaval”, observa.
A última apresentação, fechando a noite, foi da banda paraense Quero Mais, que tem 23 anos de história. De sucessos próprios como a música “São Amores”, até hits de outros gêneros musicais, a banda agitou brincantes presentes.
“A gente estava com uma expectativa muito grande porque o pessoal estava prometendo, toda essa expectativa do público de que Marabá estava esperando a Banda Quero Mais, de que a galera aqui é muito animada, que são inimigos do fim. Foi isso que me disseram que era a galera de Marabá. Então, estamos nessa troca de expectativas. Estamos aqui para entregar um show de coração”, destaca a vocalista Kenia Rodrigues.
O Departamento de Postura foi responsável por organizar os 120 ambulantes que atuaram no perímetro dos shows do Vai Quem Quer, com orientação e fiscalização. Os principais pontos fiscalizados foram verificar se o ambulante possuía a carteira de manipulação de alimentos e se não havia bebidas sendo vendidas em recipientes de vidro. No bloco da Folha 28, foram oito agentes da Postura realizando a fiscalização. Entre eles, Josceane Pereira, que destacou o trabalho do departamento.
“As pessoas que vêm para esses eventos estão seguras. Esses ambulantes têm carteira de manipulação de alimentos, fizeram um curso na Vigilância. Eles são cadastrados, caso aconteça alguma coisa, a gente vai saber quem é e poder punir dentro das nossas normas”, explica.
O Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU) realizou a contenção do trânsito durante o cortejo do trio elétrico e também na VP-8 durante a concentração dos shows.
A Secretaria Municipal de Saúde atuou por meio do SAE/CTA com realização de testes rápidos para HIV, Sífilis e Hepatites B e C e também com a disponibilização de uma ambulância.A Defesa Civil Municipal realizou a fiscalização da área a fim de garantir a segurança e a fluidez na mobilidade dos brincantes.
Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Paulo Sérgio Santos / Bill Waishington / Sérgio Barros (Drone)
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