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Tecnologia cria proteção contínua contra o Aedes aegypti
Produto autorizado pela Anvisa cria uma camada protetora em superfícies internas e externas contra o mosquito da dengue
18/02/2026 12h51
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Dados do Ministério da Saúde, divulgados pela Jovem Pan, apontam que entre janeiro e março de 2025, o Brasil registrou mais de 502 mil casos prováveis de dengue. No período, foram confirmadas 235 mortes e outros 491 óbitos seguem em investigação. O cenário levou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a emitir alerta epidemiológico sobre o risco de surtos nas Américas, em razão da circulação crescente do sorotipo DENV-3.

Nesse contexto, chega ao mercado nacional o Verniz Afastinsetos, produto desenvolvido no país e autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que propõe uma nova abordagem no combate a mosquitos e baratas. O produto, formulado à base de água, pode ser aplicado em paredes, portas, rodapés, móveis e áreas externas. Uma vez seco, cria uma camada protetora invisível que não altera a cor, a textura ou o cheiro das superfícies.

O engenheiro químico Itamar Viana, responsável pelo desenvolvimento, explica que o mecanismo é ativado apenas quando o inseto pousa na área tratada. A partir daí, microdoses controladas do princípio ativo são liberadas, eliminando o mosquito Aedes aegypti em até 24 horas e baratas da espécie Periplaneta americana em até 72 horas.

"A ideia surgiu em 2016, diante do avanço de casos de dengue, Zika e chikungunya no país. Naquele momento, percebi que as soluções existentes no mercado eram baseadas apenas em pulverização pontual, com efeito temporário e necessidade constante de reaplicação", ressalta.

Segundo ele, o verniz foi concebido para preencher essa lacuna, oferecendo tecnologia de proteção residual de longa duração, imperceptível e eficaz, sem necessidade de equipamentos ou mão de obra especializada. Testes laboratoriais apontam eficácia de 100% contra mosquitos e de 97,5% contra baratas, com ação contínua por até dois anos após a aplicação.

O engenheiro afirma que o produto passou por uma análise físico-química rigorosa, incluindo pH, seguindo normas internacionais da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) e os critérios técnicos da Anvisa. "Foram realizados estudos toxicológicos completos, testes laboratoriais de eficácia seguindo protocolos oficiais, análises de estabilidade físico-química e avaliações de exposição humana".

"Também foi exigida documentação de boas práticas de fabricação, desde a origem das matérias-primas até os processos industriais. Ao final, a formulação demonstrou segurança, estabilidade e eficácia, atendendo a todos os critérios necessários para concessão da autorização de comercialização", acrescenta Viana.

Viana ressalta que o Verniz Afastinsetos já está sendo avaliado para uso em projetos municipais de saúde pública, como parte de ações preventivas em escolas e unidades básicas de saúde, reduzindo a dependência de fumacês e inseticidas convencionais, oferecendo uma proteção invisível, segura e de longa duração, com eficácia de até dois anos.

"Entendo que estamos diante de uma revolução silenciosa no combate ao Aedes aegypti. Um produto brasileiro, sustentável e eficaz, que atua 24 horas por dia, mesmo quando ninguém está olhando", reforça.

O desenvolvedor destaca, ainda, que os resultados de desempenho foram validados em laboratório credenciado, seguindo metodologias padronizadas para inseticidas. "Superfícies tratadas com o verniz foram expostas a populações de Aedes aegypti e de baratas, com monitoramento do comportamento, tempo de contato e taxa de mortalidade. Os ensaios também foram conduzidos de forma cega e repetidos para confirmação estatística".

Projetado para uso interno e externo, o Verniz Afastinsetos tem como proposta oferecer uma solução que alia praticidade de aplicação e proteção contínua, em um momento em que o país enfrenta alta incidência de doenças transmitidas por mosquitos. "Testes de campo reforçaram a performance observada em ambiente controlado. O conjunto desses ensaios demonstra com clareza que o verniz realmente cria uma barreira letal de ação contínua", finaliza o engenheiro.

Para saber mais, basta acessar: http://www.afastinsetos.com.br/