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IA deixa de ser tendência e vira infraestrutura nas empresas
Empresas brasileiras passam a integrar inteligência artificial à gestão e à infraestrutura operacional, acompanhando o avanço das arquiteturas digi...
20/02/2026 11h41
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Após a fase inicial de popularização da inteligência artificial generativa, a digitalização nas empresas passa a assumir contornos mais estruturais em escala global. Dados da International Data Corporation (IDC) indicam que os investimentos mundiais em infraestrutura para inteligência artificial atingiram o recorde de US$ 86 bilhões no terceiro trimestre de 2025, marcando a transição de projetos experimentais para um ciclo sustentado de expansão tecnológica. Segundo a consultoria, o movimento reflete o aumento da capacidade destinada ao treinamento e à operação de sistemas de IA, impulsionado por provedores de plataforma e empresas que ampliam investimentos para suportar cargas de trabalho cada vez mais complexas.

Embora os agentes de IA ainda estejam em fase inicial de adoção, eles já influenciam decisões de investimento e a forma como empresas estruturam sua infraestrutura tecnológica, seus dados e seus modelos de governança. O movimento indica uma mudança relevante na maneira como a tecnologia passa a ser tratada no ambiente corporativo. Em vez de ferramenta isolada, aplicação pontual ou diferencial de marketing, sistemas digitais passam a operar como infraestrutura invisível, incorporados à gestão, aos processos e à tomada de decisão.

Nesse estágio de maturidade, a inovação passa a se manifestar menos como vitrine tecnológica e mais na eficiência operacional, na previsibilidade e na capacidade de crescimento sustentável. "O principal desafio dessa transição não está na adoção da tecnologia em si, mas no nível de integração. Soluções avançadas tendem a gerar impacto limitado quando operam de forma desconectada da governança, dos fluxos internos e das métricas de desempenho", afirma Stefanno Polidoro, sócio-fundador e CEO da Quantum Holding.

Segundo Polidoro, o valor econômico da tecnologia tende a se consolidar quando ela passa a sustentar a operação de forma contínua, reduzindo decisões reativas, retrabalho e dependência de iniciativas isoladas. Nesse contexto, a digitalização deixa de ser tratada como um projeto paralelo e passa a integrar a arquitetura central das empresas, influenciando custos, produtividade e capacidade de execução em um ambiente econômico marcado por margens pressionadas e maior exigência por eficiência.

A Quantum Holding aplica essa abordagem ao integrar comunicação estratégica, tecnologia aplicada à gestão e ativos digitais próprios em diferentes verticais de atuação. A partir do desenho de processos e da organização da gestão, a aplicação de automação e inteligência artificial ocorre como camada operacional permanente, com acompanhamento por indicadores e foco em previsibilidade e desempenho.

Segundo Polidoro, essa abordagem exige uma inversão em relação ao discurso predominante sobre inteligência artificial. "Não se trata de vender ferramentas ou promessas de automação. O ponto central é desenhar processos, aplicar tecnologia onde ela realmente resolve problemas e acompanhar a execução com métricas claras. É assim que a inteligência artificial deixa de ser produto e passa a funcionar como infraestrutura", reforça.

Nesse contexto, a GrowthTec, vertical da Quantum Holding, especializada na estruturação de operações com tecnologia e inteligência artificial aplicada à gestão, adota uma abordagem IA First baseada na integração entre diagnóstico operacional, desenho de processos e execução contínua. "A premissa é que a tecnologia só produz ganhos estruturais quando incorporada à governança, aos fluxos decisórios e a métricas objetivas de desempenho. Na prática, a atuação se concentra na construção de operações menos dependentes de soluções pontuais, com uso de automação e inteligência artificial como camada permanente de eficiência", explica Polidoro.