O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), registrou avanços consistentes na Atenção Primária à Saúde (APS) entre 2022 e 2025, evidenciados pela melhoria de indicadores estratégicos nas áreas materno-infantil, pela ampliação do acesso aos serviços, pelo aumento da efetividade do cuidado e pela redução de agravos evitáveis.
Os resultados refletem a cooperação técnica entre a gestão estadual e os municípios, estratégia que tem fortalecido a APS como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente a partir da implantação do Programa Cuidar de Todos – eixo Atenção Primária, em 2023.
Para o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, os avanços alcançados demonstram consistência e sustentabilidade. “Essa iniciativa evidencia a força da parceria entre o Governo do Estado e os municípios, unindo esforços para qualificar a gestão, fortalecer o cuidado e garantir uma atenção mais integral à população maranhense. O espírito municipalista do governador Carlos Brandão, ao trabalhar de forma integrada com os municípios, já apresenta resultados tanto na Atenção Primária quanto na média e alta complexidade”, destacou o gestor.
Avanços
A mortalidade infantil apresentou redução contínua no período analisado. O índice caiu de 15,25 óbitos por mil nascidos vivos em 2022 para cerca de 13,9 em 2024 e 2025. A evolução acompanha a melhoria do cuidado pré-natal, da assistência ao parto e do acompanhamento neonatal, ações executadas pelos municípios e fortalecidas pelo monitoramento de indicadores e pela qualificação das equipes no âmbito do Cuidar de Todos.
Outro avanço observado foi a redução da proporção de recém-nascidos filhos de mães adolescentes. O indicador passou de 20,01% em 2022 para 18,68% em 2025. O resultado reflete a ampliação das ações de saúde sexual e reprodutiva na Atenção Primária, com suporte técnico do Estado e pactuação de metas com os municípios.
Na mortalidade materna, os dados indicam tendência consistente de queda a partir de 2024. Em 2025, a redução superou a meta pactuada. O desempenho está associado à qualificação do pré-natal, à articulação entre a Atenção Primária e a rede assistencial e ao fortalecimento da vigilância do óbito materno, com acompanhamento sistemático dos indicadores definidos pelo programa.
O acompanhamento das gestantes avançou de forma expressiva. A proporção de gestantes com pelo menos seis consultas de pré-natal aumentou de 38,07% em 2022 para 45,71% em 2025. Com a atualização metodológica do Ministério da Saúde, 69,5% das gestantes realizaram ao menos sete consultas em 2025, aproximando o estado da meta nacional. O pré-natal foi um dos indicadores centrais do primeiro ciclo do Cuidar de Todos.
Desde sua implantação, o Programa Cuidar de Todos definiu como indicadores iniciais o enfrentamento dos principais problemas de saúde pública que mais impactam o adoecimento e a mortalidade no estado, como a taxa de mortalidade infantil, a taxa de mortalidade materna, a taxa de mortalidade por acidentes envolvendo motociclistas, além das taxas de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Infarto Agudo do Miocárdio, entre outros indicadores que influenciam diretamente a qualidade de vida da população.
A partir de 2025, o programa passou a incorporar novos indicadores estratégicos, entre eles o acompanhamento do pré-natal, a cobertura vacinal em crianças menores de um ano e o percentual de internações por condições sensíveis à Atenção Primária à Saúde. A ampliação desses indicadores reforça o compromisso com a imunização infantil, a prevenção de doenças evitáveis e o fortalecimento da capacidade resolutiva da APS nos territórios.
A efetividade da Atenção Primária se reflete na redução das internações por condições sensíveis à APS. O indicador caiu de 25,8% em 2023 para 23,2% em 2025. A queda indica maior capacidade de resolução dos problemas de saúde no território e é resultado direto do acompanhamento contínuo e das ações pactuadas com os municípios no âmbito do programa.
A cobertura da Atenção Primária cresceu de 82,7% em 2022 para 88,95% em 2025, ampliando o acesso da população à porta de entrada do SUS. O avanço ocorreu em paralelo ao fortalecimento da estrutura das Unidades Básicas de Saúde e das equipes municipais.
Na prática, os avanços dos indicadores se refletem no cotidiano das unidades básicas. Em Paço do Lumiar, a Unidade Básica de Saúde do Maiobão realizou, em 2025, um total de 116.545 atendimentos. Desse número, 3.235 foram direcionados ao acompanhamento de pessoas com hipertensão arterial e 2.537 relacionados ao pré-natal, evidenciando o fortalecimento do cuidado contínuo e preventivo. A unidade conta com três equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF).
Ana Lúcia Costa da Silva, de 58 anos, relata a importância do acompanhamento regular para o controle da hipertensão. “Faço meu acompanhamento com a agente comunitária, que vai à minha casa e marca minhas consultas. Aqui eu consulto, recebo minha receita, pego meus medicamentos e sou acompanhada pela enfermeira. Tenho melhorado muito. Se não fosse esse atendimento, eu nem sei como estaria hoje. Essa unidade mais próxima da comunidade fez toda a diferença”, afirmou.
Outro exemplo é o acompanhamento pré-natal realizado na UBS do Maiobão. A técnica de enfermagem Andressa Pauliana Costa Valle, de 33 anos, está na 28ª semana de gestação e realiza todas as consultas na unidade desde o terceiro mês. “Aqui tenho acompanhamento completo, com médico, enfermeira, dentista e exames. O acolhimento é excelente, o atendimento é humanizado e a unidade está preparada para o pré-natal. É a primeira vez que faço todo o acompanhamento pela UBS e estou muito satisfeita”, relatou.
Estrutura e tecnologia
Desde 2023, mais de 865 mil equipamentos e 101 mil kits de saúde bucal foram distribuídos às Unidades de Saúde da Família e às equipes da Estratégia Saúde da Família. No total, 874.885 equipamentos e insumos chegaram aos 217 municípios, contribuindo para qualificar o atendimento e sustentar o desempenho dos indicadores.
A telemedicina também se expandiu e passou a registrar mais de 12 mil atendimentos anuais, ampliando o acesso aos serviços de saúde em regiões de difícil cobertura.