Com o objetivo de ampliar os conhecimentos na área do empreendedorismo, mulheres privadas de liberdade que trabalham no setor de costura da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, participaram do 3° Encontro das Costureiras do Acre, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), na tarde dessa sexta-feira, 27. A atividade, que reuniu costureiras e artesãs locais e visa promover capacitação, estimular a troca de experiências, valorizar o trabalho artesanal e fomentar o empreendedorismo e a geração de renda, marca uma parceria do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) com o Sebrae, para levar conhecimento e fortalecer o processo de ressocialização dessas mulheres.
A chefe da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, Jamilia Sousa, explica que dar oportunidade de novos conhecimento para as internas ajuda no processo de reintegração na sociedade: “Hoje nós trouxemos quatro [internas], mas a ideia é ampliar para que muitas possam estar participando dessas ações, bem como das atividades de costura. Pelo fato de elas estarem em uma condição de vulnerabilidade, tanto dentro, como pós o cárcere, é importante para elas terem uma fonte de renda, principalmente para ter um acolhimento financeiro para levar para as suas famílias e até mesmo para elas”, ressaltou.
Entre as detentas que participaram do encontro, A. L. aprovou a iniciativa, ela conta que tem sonho de abrir um ateliê de roupas de crochê e o conhecimento sobre empreendedorismo vai ajudar: “Tá sendo maravilhoso, eu estou muito feliz de poder estar tendo essa oportunidade de vir aqui, ser instruída, para eu realmente pôr em prática isso quando eu sair e mudar verdadeiramente de vida. Então, tudo que eu estou aprendendo aqui hoje sobre empreendedorismo, vou levar pra vida em nome de Jesus”.
A analista do Sebrae, Julci Ferreira, é gestora do projeto Sebrae Delas, responsável pela ação, ela explica que este é o primeiro ano que as mulheres privadas de liberdade participam, e que a instituição está feliz com a vinda, pois a intenção do encontro é passar conhecimento para essas mulheres: “A ideia é justamente trabalhar essas mulheres que estão em situação de vulnerabilidade, mulheres que estão passando por algumas outras situações e que, de repente, o mundo pode dizer não. Então, utilizar o empreendedorismo como uma alternativa significa dizer que o mercado de trabalho pode dizer não, mas ela sozinha vai poder se reerguer, vai poder trabalhar em algo que ela aprendeu”, destacou.
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