No próximo domingo, 8 de março, acontece a 23ª edição da Marcha das Mulheres em Marabá, com o tema “Direitos, justiça e ação para todas, agora!”. A ação visa mobilizar a sociedade em torno de pautas que envolvem as mulheres, como o acesso a direitos e a luta contra o feminicídio e a violência doméstica.
A marcha terá concentração, com café da manhã, a partir das 7h em frente à Havan. O trajeto segue até a Feira do bairro Laranjeiras, com momentos de discursos, e finaliza no Ginásio da Escola Irmã Theodora, com programação cultural, apresentações musicais, exposições realizadas por mulheres e almoço.
O ato contará com grande participação dos movimentos sociais, que estão à frente da organização. Rosalina Izoton, presidente do Grupo de Mulheres Arco-íris da Justiça, faz parte da comissão.
“A marcha traz para nós mais uma luta, conquista de vida às mulheres. Nós queremos nessa marcha dizer não ao feminicídio, lutar pela vida das mulheres porque a vida da mulher importa. Então, como movimentos sociais, queremos levar para as ruas e dizer nesse dia que queremos mais vida, mais justiça, saúde, paz, amor”, destaca.
A Secretaria Municipal de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac) é a responsável por importantes agentes da rede de proteção como a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres e o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM). A secretária-adjunta Selma Barbosa pontua sobre a cooperação nas pautas das mulheres.
“A Seaspac faz parte da rede de proteção à mulher em Marabá. Nós entendemos que não existe um órgão ou grupo que dê conta de todas as necessidades que se relacionam à mulher, principalmente agora nesse século XXI, com tantas notícias de feminicídio no Brasil e fora. É uma questão pública, nacional. É importante que trabalhemos de forma integrada”, comenta.
Além dos movimentos sociais e órgãos municipais, também atuam na rede e na organização da marcha representantes da Câmara Municipal e do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (Comdim).
A presidente da Comissão da Mulher da Câmara, Priscila Veloso, participou da coletiva sobre a marcha. Na avaliação da vereadora, o ato é um espaço de fomento à rede de proteção e das iniciativas que atendem às mulheres.
“Eu vejo como um fortalecimento de mais políticas públicas voltadas para as mulheres, que tanto precisam, de mais segurança, mais atendimento de saúde, educação, creches em tempo integral, precisamos da Secretaria da Mulher. Então, essa é a junção de fortalecimento de políticas públicas para as mulheres no município de Marabá. A expectativa não é só de comemorar. Porque 8 de março é um dia especial, mas também de marcarmos, irmos às ruas, de sermos vistas e dar voz à necessidade de cada mulher”, observa.
A psicóloga e primeira-dama de Marabá, Lanúzia Lobo, ressalta que ações como a marcha são espaços importantes que dão protagonismo para a mulher e suas lutas.
“A gente precisa celebrar essa data, recordando todo esse histórico e, enquanto psicóloga, eu sei que uma mulher pode sair de um lugar de invisibilidade, de muito sofrimento e muita dor. Se ela for vista, se ela tiver espaço para poder ter voz, poder se colocar, poder falar daquilo que ela passa. Só assim a gente pode recuperar a autoestima de uma mulher”, afirma.
Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Sara Lopes
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