“Eu me sinto feliz, eu achei que eu fui muito boa nessa gincana e eu aprendi o que a dentista falou que é muito importante cuidar dos dentes, que é muito importante pra saúde dos dentes e do corpo também”, contou Maria Alice Lima, de 10 anos, paciente atendida no setor de Terapia Renal Substitutiva Pediátrica da Santa Casa.
Assim como a menina, outras crianças que fazem hemodiálise na Santa Casa participaram durante um mês de diversas atividades, com desafios e brincadeiras que trouxeram diversão e também muito aprendizado sobre os cuidados com a saúde dos renais crônicos, que os pacientes, pais e equipe de saúde precisam ter.
“A Gincana é um processo educativo em saúde, uma metodologia ativa que a gente observou que teve grandes resultados. Então, a gente programa, geralmente no início do ano, para fazermos um trabalho que envolva pacientes, familiares e equipe num processo construtivo de cuidado e educação em saúde. A gente geralmente escolhe um tema relevante em saúde para trabalhar e usa estratégias lúdicas educativas para poder repassar essa informação”, explica a terapeuta ocupacional Fernanda Lobato.
O tema deste ano foi “Engajamento, paciente ativo, cuidado efetivo”. Segundo a enfermeira Sílvia Nascimento, gerente de enfermagem do Serviço de Terapia Renal, a temática está em consonância com as diretrizes da Agência Nacional de Saúde (Anvisa) sobre a segurança do paciente.
“São estratégias de orientação e engajamento do paciente no seu cuidado. Então, como a gente já tem uma acreditação internacional em que o foco é o cuidado centrado na pessoa e a Anvisa também trabalha essas questões de que a instituição de saúde, possa ter ações voltadas para o engajamento desse paciente no seu cuidado”, reforça a enfermeira.
Este ano duas equipes participaram da Gincana, os "Fofitos da Hemodiálise" e os "Mascotes da Hemodiálise". Para promover mais colaboração entre os participantes, a edição deste ano não promoveu uma competição pelo primeiro lugar e todos foram premiados ao final.
“Cada grupo teve as suas metas em relação à participação, ao conhecimento de saúde, ao estar presente durante as palestras. E nós observamos como isso é positivo, porque favorece uma colaboração entre equipe, pacientes e família que ficam juntos na gincana. E quanto é positivo também no aspecto psicológico e emocional também dos nossos pacientes, porque um paciente que tem um maior conhecimento sobre o seu grau de saúde é um paciente que ele adere melhor ao tratamento, tem uma melhora de perspectiva, de qualidade de vida e os cuidadores também conseguem cuidar melhor das crianças quando eles aprendem sobre o tratamento”, considerou a psicóloga Bruna Cantão.
A Gincana foi finalizada na manhã desta sexta (6), com a distribuição das medalhas a todas as crianças participantes. E brindes para pacientes, acompanhantes e equipe. A Associação de Renais Crônicos do Pará também doou cestas de alimentos para as famílias das crianças em tratamento.