A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), uma das signatárias do acordo que deu origem ao Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, passa a integrar efetivamente o ecossistema de inovação do Parque com dois novos residentes. Trata-se do Núcleo de Educação a Distância e do Laboratório de Computação Aplicada, que estarão alocados no primeiro andar do Edifício Espaço Empreendedor, na avenida Perimetral, no bairro do Guamá, em Belém.
Além da infraestrutura completa do local, as novas frentes passam a compor efetivamente o ambiente de inovação, usufruindo de parcerias com empresas e laboratórios já estabelecidos. Para a reitora da Ufra, professora Janae Gonçalves, a chegada da universidade como residente do PCT é um momento a ser celebrado. “Hoje nós estamos, de fato, entrando no Parque Guamá. É um ambiente de ciência, tecnologia e empreendedorismo, e a nossa universidade não consegue se enxergar fora daqui”, pontuou a dirigente.
Com projetos de pesquisa e extensão encabeçados por docentes da Universidade Federal Rural da Amazônia em áreas como tecnologia da computação, Janae considera que no PCT Guamá será possível "concentrar esforços e somar com as outras instituições que já estão presentes. Podemos contribuir para soluções de vários problemas da sociedade trabalhando com tecnologia”, reforçou a reitora.
O Parque Tecnológico do Pará é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet). Keynes Silva, secretário adjunto da pasta, esteve presente na recepção à comunidade acadêmica da Ufra. Para ele, a instalação das novas unidades “fortalece, junto ao Governo do Pará, o ecossistema de inovação por um futuro promissor para o estado”.
Parceira histórica
Instalado em uma região fronteiriça entre as Universidades Federal do Pará (UFPA) e a Ufra, o PCT Guamá é fruto de uma iniciativa do governo estadual, em parceria com as duas instituições de ensino superior. Com foco voltado inteiramente ao fomento à pesquisa, inovação e empreendedorismo, o Parque é gerido pela Fundação Guamá, Instituição de Ciência e Tecnologia responsável pela manutenção e desenvolvimento do aparelho estatal.
Mesmo signatária do acordo que gere o complexo, a Ufra ainda não tinha órgãos residentes no local. “Hoje a Ufra ocupa este espaço, trazendo um sistema de colaboração que consolida o processo de sustentabilidade, a pesquisa e o próprio ecossistema a que se propõe este parque”, afirma o professor Edvar Oliveira, atual presidente do Conselho Curador da Fundação Guamá.
“Este é o momento em que as universidades, o Parque de Ciência e Tecnologia, a Fundação e o Governo do Estado caminham de braços dados para o engrandecimento do nosso estado, junto às demais instituições aqui instaladas”, conclui Edvar.