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Entrega do Selo Equidade Educacional marca encerramento do Seminário de Diretores 2026
O encerramento do Seminário Estadual de Diretores Escolares 2026 foi marcado pela entrega do Selo Equidade Educacional aos gestores das unidades de...
19/03/2026 13h42
Por: Redação Fonte: Secom Ceará

O encerramento do Seminário Estadual de Diretores Escolares 2026 foi marcado pela entrega do Selo Equidade Educacional aos gestores das unidades de ensino que conseguiram obter resultados mais significativos na redução das desigualdades de aprendizagem. O reconhecimento, criado pela Secretaria da Educação (Seduc), é destinado às escolas que apresentaram avanços na promoção da aprendizagem com equidade, com base em critérios técnicos.

Também foram reconhecidas as Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação (Credes) e Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza que desempenharam papel de destaque no suporte às escolas que estão sob sua abrangência.

Foto: Reprodução/Secom Ceará

Para a entrega do Selo, foram avaliados aspectos como o alcance de meta no Índice de Desenvolvimento do Ensino Médio (IDE-Médio); o rendimento escolar; e os resultados de participação e de desempenho no Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece), tanto das unidades de ensino como das Regionais.

Ao todo, 116 escolas conquistaram o selo ouro, enquanto 113 obtiveram o selo prata e outras 17 ficaram com o selo bronze. Além destas, mais 145 instituições escolares tiveram menção honrosa.

Foto: Reprodução/Secom Ceará

O Selo Equidade Educacional tem validade de um ano. A renovação do título ocorrerá anualmente, mediante nova apuração, com base nos resultados obtidos no ano anterior

A Escola Indígena Aba-Katu, localizada na Aldeia Rajada, no município de Monsenhor Tabosa, foi uma das agraciadas com o selo ouro. Socorro Tabajara, diretora da instituição, lembra que o primeiro passo para a melhoria da qualidade da educação foi a realização de um diagnóstico do nível de aprendizagem dos alunos.

Foto: Reprodução/Secom Ceará

“A partir disso, em um trabalho de formiguinha, o núcleo gestor e os professores uniram-se para promover um projeto de recomposição das aprendizagens. Fizemos, por exemplo, aulões no contraturno. Também fizemos um projeto de leitura, em que premiamos os alunos que leram mais livros. A gente fez o convite, foi conversando com eles, e até trocamos o nome de ‘reforço’, por ‘aperfeiçoamento de aprendizagem’, a fim de chamar mais a atenção deles. Nossa escola é muito acolhedora. Queremos que cada aluno possa ter igualdade de condições e venha a se desenvolver. Nossa escola não só ensina a ler e a escrever, mas prepara os alunos para a vida e para o mundo, e assim sejam indígenas que tenham uma formação. Tivemos, ainda, o apoio das famílias neste projeto”, ressalta.

Fabiana Medeiros, diretora da Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Professor Antônio Valmir da Silva, em Caucaia, narra como foi o processo vivenciado até a conquista do selo ouro pela unidade de ensino.

Foto: Reprodução/Secom Ceará

“Quando assumimos a escola, em 2024, ela já era de referência no município. Tínhamos o desafio de permanecer como referência e aumentar os indicadores. Fizemos um trabalho pedagógico com foco na equidade, com aprofundamento em português e matemática. Mudamos alguns horários, assim como a dinâmica das aulas, e os professores e estudantes compraram a ideia. Uma estratégia muito eficiente foi colocar mais de um professor por sala de aula. Assim, a sala fica dividida de acordo com as necessidades dos grupos de estudantes. Numa sala de 45 alunos, por exemplo, podemos fazer três grupos com 15, o que torna o trabalho mais focado. Construir a equidade é um trabalho árduo, mas com os alunos envolvidos, tudo fica mais fácil”, aponta.

Aline Oliveira, diretora da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, em Fortaleza, também ressalta a importância do envolvimento coletivo da comunidade escolar para que houvesse avanço na aprendizagem, o que resultou no alcance do selo ouro em equidade.

Foto: Reprodução/Secom Ceará

“Temos uma equipe muito unida de professores, funcionários e gestão. Trabalhamos com a conquista do aluno, acreditando que ele precisa se sentir bem na escola. Primeiramente vem o acolhimento, e depois, o restante. Todos os professores foram mobilizados, mas principalmente os de língua portuguesa e matemática, para que conseguíssemos melhorar os indicadores gerais da escola”, contextualiza.

Organização

O monitoramento do Selo Equidade Educacional é feito por meio do acompanhamento técnico-pedagógico e gerência da Seduc, em articulação com as Credes e a Sefor. O monitoramento prioriza, de acordo com a necessidade, as unidades escolares e as regionais que não obtiverem o Selo na edição corrente, no intuito de promover apoio técnico-pedagógico e de pactuação de plano de melhoria, com vistas à superação das desigualdades identificadas.

Foto: Reprodução/Secom Ceará

A secretária da Educação, Eliana Estrela, enfatiza a importância de garantir oportunidades de aprendizagem para todos os estudantes, respeitando suas realidades e necessidades

“Falar em aprendizagem com equidade é reafirmar o nosso compromisso de cuidar de cada estudante, garantindo que todos tenham acesso às mesmas oportunidades de aprender e se desenvolver, independentemente de suas condições. No Ceará, temos trabalhado de forma contínua para fortalecer políticas públicas que promovam a inclusão e reduzam desigualdades. Parabenizo as escolas que conquistaram o Selo Equidade Educacional, pois esse reconhecimento é resultado de um esforço coletivo, que coloca o estudante no centro das ações e demonstra que é possível avançar com qualidade e justiça social na educação”, destaca.

Foto: Reprodução/Secom Ceará

Sobre o evento

O Seminário Estadual de Diretores Escolares iniciou no último dia 16, com a presença do governador Elmano de Freitas, da secretária Eliana Estrela, além de outras autoridades.

O evento teve como tema “Liderança Escolar para a Equidade: justiça curricular e a promoção do cuidado, da aprendizagem e da convivência democrática”. Promovido em parceria com o Instituto Unibanco, o seminário debateu estratégias para qualificar a gestão escolar; fortalecer práticas de convivência e inclusão, de modo a reduzir desigualdades no contexto escolar.

Com mais de 24 mil aprovados no ensino superior em 2024 e líder em inscrições no Enem 2025, com 96,87% de inscritos, a rede estadual cearense tem o terceiro melhor Ensino Médio do país e conta com 88% de suas escolas ofertando ensino em tempo integral. O Ceará lidera, ainda, a redução do abandono escolar com o programa Pé-de-Meia.