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Tratamento remove flacidez do braço com tecnologia associada
Combinação entre lipoaspiração e tecnologias de retração de pele trata gordura localizada e flacidez leve a moderada nos braços sem grandes incisões cirúrgicas.
06/10/2026 13h48
Por: Redação Fonte: Agência Dino

A lipoaspiração associada a tecnologias de retração de pele tem sido utilizada como alternativa para tratar o excesso de gordura localizada e a flacidez moderada na região dos braços, sem a necessidade de grandes incisões cirúrgicas. A técnica combina a remoção da gordura por meio de cânulas com a aplicação de energia térmica controlada, que atua estimulando a contração do tecido cutâneo.

Segundo o cirurgião plástico Vinícius Spiandorello, o procedimento é indicado principalmente para pacientes que já possuem boa condição física, mas enfrentam dificuldade para eliminar gordura localizada nos braços apenas com dieta e exercícios. "A tecnologia de retração de pele permite tratar, na mesma intervenção, tanto o excesso de gordura quanto o grau leve a moderado de flacidez, sem recorrer a uma cirurgia de remoção de pele mais extensa", explica o médico.

De acordo com Spiandorello, a aplicação de energia térmica no tecido subcutâneo, por meio de pequenas incisões, aquece a área de forma uniforme e estimula a retração das fibras de colágeno, favorecendo um contorno mais firme nos braços. O especialista cita que, atualmente, tecnologias como Quantum RF, Morpheus, Argoplasma e Renuvion estão entre os recursos empregados nesse tipo de retração de pele, cada uma com características próprias de aplicação de energia.

O médico destaca que o procedimento é voltado a casos em que a pele ainda mantém capacidade de retração, o que o diferencia da braquioplastia, cirurgia indicada para quadros de flacidez mais acentuada, que exige a remoção cirúrgica de excesso de pele. "Para pacientes que não são candidatos à remoção cirúrgica de pele por apresentarem um grau de flacidez mais brando, essa combinação de técnicas pode representar uma alternativa menos invasiva, com cicatrizes reduzidas", afirma Spiandorello.

Em relação à recuperação, o cirurgião explica que o período inicial costuma envolver inchaço, hematomas e desconforto leve, sintomas que tendem a diminuir já na primeira semana. Durante as duas semanas seguintes, o uso de roupas de compressão e a restrição de atividades físicas intensas fazem parte do protocolo pós-operatório recomendado. A retomada das atividades cotidianas costuma ocorrer a partir da primeira semana.

Dr. Vinícius pontua que a recuperação completa, incluindo o ajuste final da pele ao novo contorno, pode se estender por até seis a oito semanas, podendo variar conforme fatores individuais como a extensão da área tratada. "O acompanhamento médico no pós-operatório é determinante para o resultado final, já que cada organismo responde de forma distinta ao processo de retração do tecido", conclui o especialista.