O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), formalizou nesta semana a entrega da Licença de Instalação (LI) que permite o início da construção do Centro de Excelência em Bovinocultura de Leite, em Castro, nos Campos Gerais. O empreendimento terá capacidade para formar 500 profissionais por ano por meio de cursos gratuitos voltados às demandas do setor produtivo. O investimento é de R$ 36 milhões, com prazo de execução de 16 meses.
A administração do Centro é do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR).
A análise e emissão da autorização ambiental, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin, foi concluída em tempo recorde, menos de dois meses após a liberação da Licença Prévia (LP) – ações assim costumam levar, em média, seis meses.
Segundo ele, a agilidade é resultado da apresentação de toda a documentação necessária por parte do Sistema Faep e da análise técnica realizada pelo Instituto, que recebeu os documentos do empreendimento sem a necessidade de solicitar complementações.
“Essa agilidade ocorreu, primeiro, porque o processo foi apresentado de forma tecnicamente correta pelo Sistema Faep, sem necessidade de solicitar complementações. O processo foi analisado rapidamente pelos nossos técnicos, e a licença foi emitida em um prazo curto, permitindo o início das obras. Quanto antes o Centro estiver pronto, melhor para o setor leiteiro do Paraná”, complementa o diretor-presidente do IAT.
“De forma conjunta, as equipes técnicas do Sistema Faep e do IAT trabalharam incansavelmente para cumprir mais essa etapa do processo em tempo recorde. Agora, a obra vai começar efetivamente para, no mais breve possível, colocar os cursos à disposição dos trabalhadores e produtores envolvidos com a cadeia do leite”, acrescentou o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
ESTRUTURA– O Centro de Excelência em Bovinocultura de Leite terá aproximadamente 4 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em oito blocos, em um terreno de quatro hectares, ao lado do Parque Tecnológico da Agroleite, em Castro.
A estrutura contará com salas de aula, laboratórios, biblioteca, refeitório e espaços administrativos. Entre as formações previstas estão o curso técnico em Agropecuária e a especialização em Bovinocultura de Leite, ambos com reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). Também serão oferecidos treinamentos e capacitações para instrutores e técnicos de campo, com atividades presenciais e a distância.
A escolha de Castro para sediar o empreendimento considera a importância do município para a pecuária leiteira. Reconhecida pela Lei Federal nº 13.584, de 2017, como Capital Nacional do Leite, a cidade possui mais de 51,5 mil vacas ordenhadas e produção média anual de 10,3 mil litros por animal. O volume é aproximadamente 4,1 vezes superior à média nacional, de 2,4 mil litros por vaca ao ano, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“A cadeia leiteira reúne muitos pequenos produtores rurais, e existe um interesse social muito grande na qualificação dos profissionais que trabalham arduamente na produção de leite. O Paraná já produz leite de grande qualidade e, com essa iniciativa, poderá avançar ainda mais”, destaca Bisognin.