

A Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema) realizou, no último sábado (10), uma operação de monitoramento no Parque Estadual das Águas – Unidade de Conservação (UC) estadual, localizada no município de Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza. A ação teve como objetivo identificar plantações irregulares dentro da área protegida, que abrange os açudes Pacoti, Riachão e Gavião.

A operação utilizou drones e envolveu a atuação conjunta da equipe de geoprocessamento e da Célula de Conservação da Diversidade Biológica, vinculada à Coordenadoria de Biodiversidade da Sema. Também participaram integrantes do Programa Cientista-Chefe Meio Ambiente (Sema/Funcap), com apoio do Batalhão de Polícia de Meio Ambiente da Polícia Militar do Ceará (BPMA/PMCE).

Segundo a bióloga Thais Pereira, gestora do Parque Estadual das Águas, as imagens aéreas permitem uma visão ampla da UC, o que facilita a identificação de uso indevido do solo. “O uso de drones no monitoramento ambiental tem se mostrado cada vez mais essencial na preservação do meio ambiente. Eles permitem que a gente colete dados em tempo real, com alta precisão, mesmo em áreas de difícil acesso, como florestas densas, regiões alagadas ou montanhosas. Isso facilita muito o trabalho de mapeamento, identificação de impactos ambientais e tomada de decisões mais rápidas e assertivas”, destacou.

As informações coletadas durante a ação serão analisadas pelas equipes técnicas da Sema, que devem encaminhar os dados aos órgãos competentes para medidas administrativas e legais. A iniciativa faz parte das ações de controle e fiscalização das Unidades de Conservação estaduais.
Criado em 2022 pelo Decreto Nº 34.955, o Parque Estadual das Águas possui uma área de 9.836,72 hectares e está situado no entorno dos açudes Pacoti, Riachão e Gavião, abrangendo parte dos municípios de Itaitinga, Horizonte, Pacatuba, Pacajus, Guaiúba e Aquiraz, no estado do Ceará. Conforme estabelecido neste decreto, o parque tem como objetivos específicos proteger os recursos hídricos que abastecem a Região Metropolitana de Fortaleza, conservar áreas de preservação permanente e formar um cinturão verde ao redor dos açudes, disciplinar o uso e ocupação do solo, preservar a biodiversidade, incluindo espécies ameaçadas como o pau-d’arco-roxo (Handroanthus impetiginosus) e o gato-do-mato-pequeno (Leopardus emiliae), além de valorizar a paisagem natural e promover ações de educação ambiental voltadas à conservação da Caatinga.
Leia mais sobre o Parque Estadual das Águas, aqui.
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