

Na manhã desta quinta-feira (15), a Câmara Municipal de São Luís promoveu o painel “Semana das Mães Atípicas: valorização e combate à invisibilidade e ao preconceito”, por meio do Requerimento nº 1069/25, de autoria do vereador Daniel Oliveira (PSD).
O evento, realizado no plenário Simão Estácio da Silveira, reuniu mães, profissionais da saúde, ativistas e representantes da sociedade civil em um momento de escuta, aprendizado e construção coletiva de soluções para um tema urgente: a realidade das mães de crianças atípicas.
Na abertura, o vereador Daniel Oliveira destacou a importância da data e do reconhecimento das múltiplas vulnerabilidades enfrentadas por essas mulheres.
“Hoje é um dia pra gente escutar mais e aprender. As mães têm um papel fundamental na vida das crianças atípicas e muitas vezes não são colocadas em primeiro plano. Especialmente nas comunidades, elas enfrentam sobrecargas emocionais, físicas e financeiras, muitas vezes sozinhas”, afirmou. O parlamentar também relembrou projetos de sua autoria voltados ao tema, como o PL 039/2024, que propõe a criação do Cadastro Municipal de Mães Atípicas, e anunciou a elaboração de uma nova proposta para levar apoio jurídico e de saúde às comunidades.













Discussões
A primeira painelista do evento, a psicóloga, administradora e mãe atípica Ivanilde Pacheco, compartilhou dados e vivências sobre os impactos da maternidade atípica. “Quando falamos de especificidades, não é apenas das crianças, mas também das mães. Temos vulnerabilidades múltiplas que não se resumem à questão financeira. Precisamos ser escutadas, questionadas e reconhecidas”, declarou.
Também participaram do painel a empreendedora e mãe atípica do Coroadinho, que agradeceu a oportunidade de representar outras mães da comunidade; a fonoaudióloga Wellen Patrícia Barros, que ressaltou a importância da conscientização entre pais típicos; e a ativista Poliana Gatinho, que se emocionou ao falar da dor e da força presentes na luta por inclusão.
“Estamos aqui, e não estamos sozinhas. Cada mãe atípica carrega uma história de resistência. Trabalhamos incansavelmente por um mundo mais justo e digno para nossas crianças”, afirmou.
A coordenadora de saúde da APAE de São José de Ribamar, Domingas de Araújo Costa, enfatizou a importância de cuidar também da saúde mental dessas mulheres. “É essencial promover o autocuidado e oferecer apoio psicológico às mães atípicas, para que possam continuar sendo a base de sustentação de seus filhos”, destacou.
Da plateia, a mãe Zilmara reforçou que a discussão política precisa vir acompanhada da prática. Ela fez um apelo para que o Legislativo de São José de Ribamar amplie sua atuação em defesa da acessibilidade e inclusão de crianças atípicas nas escolas e na sociedade.
Encerrando o painel, a vereadora Flávia Berthier (PL) frisou que “valorizar as mães atípicas é um gesto de dignidade”. O vereador Daniel Oliveira reafirmou o compromisso de seu mandato com as famílias atípicas, destacando ações como destinação de emendas, visitas às famílias e novos projetos de lei.
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