

Junho é o mês do meio ambiente e as atividades voltadas à conscientização sobre a importância da preservação da natureza no Complexo do Pecém continuam. Nesta quarta-feira (18), foi realizado mais um mutirão de limpeza, ação que recolheu cerca de 2 toneladas de lixo na praia que fica na região do Terminal Portuário.
Durante a manhã, mais de 120 pessoas, entre colaboradores e moradores das comunidades vizinhas, participaram da movimentação que, de acordo com o gerente de Meio Ambiente do Complexo, Willame Amaral, carrega consigo uma mensagem das mais importantes, especialmente para as gerações futuras. “É uma forma de contribuir um pouquinho com a natureza, não apenas com essa retirada do lixo. Mais do que tudo, é algo para sensibilizar essas pessoas, que acabam também replicando essa mensagem para seus familiares”, afirmou.

O gestor lembrou que a ação está sintonizada com o Dia Mundial do Meio Ambiente, que neste ano promove a campanha “Acabe Com a Poluição Plástica”. O esforço chama a atenção para os mais de 430 milhões de toneladas de plásticos produzidos anualmente, sendo que uma parte significativa desse montante acaba sendo despejada nos ecossistemas marinhos.
Para a marisqueira Antônia Silva, que participou do mutirão, o evento confirma sua relevância, uma vez que o descarte incorreto prejudica tanto a vida marítima como a rotina de quem pesca. “Quando vou pescar no mangue e puxo o galão, vem muito lixo. E a gente, como marisqueira, precisa de uma conscientização (da importância) de recolher todo aquele lixo. E é isso que faço sempre: tanto meus filhos como eu damos um jeito de juntar tudo. Faz bem para a gente, mas temos que pensar no mar também, que dá nosso sustento”, sublinhou.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a cada ano, cerca de 11 milhões de toneladas de resíduos plásticos acabam nos ecossistemas aquáticos em todo o mundo. Além disso, microplásticos se acumulam no solo, provenientes de esgotos e aterros sanitários, em grande parte pelo uso de plásticos na atividade agrícola. Os impactos sociais e ambientais dessa poluição geram custos anuais estimados entre US$ 300 bilhões e US$ 600 bilhões.
Ainda de acordo com a entidade, são necessários ao menos 450 anos para que uma simples garrafa de plástico se decomponha.

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