

Por decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a partir do dia 23 de junho, passou a ser obrigatório reter receitas de medicamentos agonistas GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras.
Tendo como objetivo preservar a saúde da população, a medida visa controlar a prescrição e dispensação de medicamentos da categoria que inclui a semaglutida, a liraglutida, a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida, pois observou-se um alto número de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela agência reguladora brasileira.
A médica endocrinologista Dra. Daniele Zaninelli, que integra a Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM-PR e é membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), explica que a receita de agonistas do GLP-1 tornou-se obrigatória principalmente, porque as agências reguladoras viram que era urgente a necessidade de dizer não à automedicação no manejo do excesso de peso. E isso se deve a vários motivos. “Um deles foi o aumento do número de casos de efeitos colaterais preocupantes, especialmente entre as pessoas que não estavam sob acompanhamento médico”, destaca a Dra. Daniele.
Segundo a médica, por mais que a maioria das pessoas que batalham contra o excesso de peso tenham acesso a muita informação, e também costumem ter experiência pessoal com dietas e medicamentos para perda de peso, é preciso entender que, assim como não é responsabilidade de um portador de HAS, diabetes ou câncer tratar-se sozinho, também não é responsabilidade do paciente com excesso de peso navegar sem apoio por esta condição complexa, crônica e recidivante. Outra questão destacada pela médica, é que hoje dispõem-se de medicamentos potentes, e seu uso exige cuidados redobrados.
A Dra. Daniele alerta que a perda muito rápida ou excessiva de peso pode ter consequências desastrosas. “A inibição exagerada do apetite, escolhas alimentares ruins e falta de nutrientes essenciais são algumas das situações que podem trazer complicações à saúde”, ressalta.
Além disso, segundo a endocrinologista, o desenvolvimento de distúrbios alimentares e a perda de massa muscular, e até de massa óssea, são possibilidades e exigem cuidados especiais.
“Acompanhamento médico especializado é fundamental para orientar a escolha do melhor medicamento para cada paciente”, esclarece a médica. Essa escolha é feita com base em vários fatores individuais, como a história da evolução do peso ao longo da vida, idade, quadro clínico e emocional, sem falar em condições do estilo de vida, ou possíveis causas por trás do ganho de peso, que muitas vezes passam despercebidas aos olhos do paciente.
A Dra. Daniele lista que o acompanhamento médico ainda é essencial para:
- o cuidado global da saúde;
- definir metas que funcionem para cada pessoa;
- tratar possíveis deficiências nutricionais;
- criar estratégias que ajudem a manter o peso perdido por meio de mudanças sustentáveis, evitando o efeito sanfona.
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