

"Embora as crianças estejam aqui, há muito tempo acamadas, isso faz elas se sentirem mais vivas e pra nós, as mães, que também estamos no hospital. Esse momento de arrumá-los, colocar um chapéu ou um lacinho na cabeça, faz muita diferença, que para as pessoas lá fora pode não fazer", afirma Juliana Azevedo, mãe de Adam, de 5 anos.
Juliana e outras mães de crianças da UTI saíram esta semana da rotina para preparar seus filhos com acessórios e 'roupas juninas' feitas sob medida e com todo o carinho pelas equipes da UTI e da gerência de rouparia da Santa Casa.
"A gente sabe que os pacientes daqui são pacientes moradores de longa permanência. Tem gente que nunca nem chegou a ir pra casa, nunca teve essa oportunidade. Então a gente utiliza essas técnicas de fazer atividades lúdicas, de elaborar algo para as datas comemorativas para que amenize a carga de estar todo dia no mesmo lugar. É uma forma de amenizar a tensão, de amenizar as intercorrências, de forma de tentar mesmo tirar um pouco do peso de que é morar num hospital. Então a gente sempre busca fazer essas datas comemorativas de várias formas", explica a enfermeira Laila Dias, responsável técnica da UTI São Cosme.
Por serem crianças que necessitam de cuidados intensivos e que estão ligadas a aparelhos, a caracterização precisou se adaptar às necessidades de cuidados dos pequeninos, usando acessórios como coletes, gravatinhas, laços e chapéus que não atrapalhassem a dinâmica de assistência aos pacientes da UTI. As roupinhas, por exemplo, precisavam ser confeccionadas usando materiais seguros, mas também sustentáveis. A enfermeira Alessandra Felipe, gerente do setor de processamento de roupas da Santa Casa, conta como foi feito o atendimento a uma demanda tão específica.
"A rouparia é um setor de apoio e a nossa meta é a entrega do enxoval limpo. Só que com a sustentabilidade, nós iniciamos o projeto aqui na UTI Pediátrica, com as sacolas recicláveis para as mãezinhas, que foi o início do projeto, que foi o kit para os acompanhantes entregues nas bolsas de tecido impermeável reciclado. E aí veio esse novo desafio, que seria o arraial para as criancinhas, que nós pensamos também no mesmo material, por ser um material sustentável, leve e higiênico e que encaixaria o coletinho direitinho com cada criança", detalha Alessandra.
Para Maizy Tavares, que há quatro anos acompanha a filha Sophia na UTI da Santa Casa, cada comemoração é um momento de alegria para a menina, que já foi Miss Caipira e ama se arrumar para as festas.
"Em 2023 a Sophia foi até Miss Caipira quando estava internada na enfermaria pediátrica. Eu vejo, por cada expressão dela que ela ama se arrumar, é muito vaidosa e pra mim também é muito importante ver ela feliz", revela a mãe.
E pra quem ainda duvida dos benefícios das atividades lúdicas, como a comemoração junina, para os pacientes, fica o depoimento de Juliana, a mãe de Adam, do início da matéria.
"As crianças entendem sim. Embora eles não falem, sentem esse amor, esse carinho, e a gente como mãe acha isso muito legal, que a equipe de enfermagem proporcione isso pra gente, que parece muito simples, mas pra gente significa muito. Pra mim, ver o Adam assim, decorado, a gente tirar foto, faz a gente sentir esperança e vontade de viver de novo, e de continuar nessa jornada, então eu acho importante essas iniciativas, os projetos que tem para as crianças, para as mães, deixam a gente feliz, então significa muito sim pra gente!", conclui Juliana.
São Paulo Previsão do tempo para domingo (09), em SP: pancadas de chuva moderadas a fortes
São Paulo Estado de São Paulo confirma caso de gripe aviária em marreco no Parque Ibirapuera, na Zona Sul da capital
Geral Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estudo Mín. 18° Máx. 29°





