

O Departamento de Estado norte-americano informou, em 18 de junho, que os consulados dos Estados Unidos vão passar a analisar os conteúdos publicados nos perfis de redes sociais de estudantes que desejem solicitar visto para o país.
A política de análise de redes sociais para a obtenção do visto de estudante americano, implementada pelo governo Trump com a justificativa de aumentar a segurança nacional, está levantando questões sobre privacidade. No entanto, é fundamental ir além do "pode ou não pode postar" para compreender o propósito real dessa análise e seus limites.
Desde 2019, o Departamento de Estado dos EUA exige que praticamente todos os solicitantes de visto informem seus nomes de usuário em redes sociais. Essa medida, conforme declarado oficialmente, visa aprimorar o processo de triagem e identificar possíveis riscos. Contudo, a interpretação popular muitas vezes distorce essa intenção, gerando confusão e receio entre os candidatos.
De acordo com Adrielli Lucena, coordenadora do setor de vistos da WeVisa, o objetivo é a “análise de possíveis indícios de intenção imigratória do solicitante, atividades extremistas ou ilegais e até tentativas de omissão”.
A intenção é identificar "sinais de alerta" que possam contradizer as informações fornecidas no formulário DS-160 — o documento base da solicitação de visto — ou que representem riscos à segurança ou à lei de imigração dos Estados Unidos.
Por exemplo, um oficial pode procurar por inconsistências entre a ocupação declarada no formulário e atividades ou publicações em redes sociais que sugiram uma intenção diferente daquela explicitada. Para um estudante, a análise das postagens visa confirmar o propósito genuíno de estudo, buscando possíveis indícios de intenção de imigrar ilegalmente ou de envolvimento em atividades ilícitas.
A checagem não busca opiniões pessoais ou gostos, a menos que estes estejam diretamente ligados a comportamentos que possam configurar risco à segurança ou violação das leis americanas. A privacidade do indivíduo é respeitada dentro dos limites da investigação para fins de imigração e segurança. Segundo Lucena, “o foco principal não é censurar opiniões, mas detectar inconsistências que indiquem riscos imigratórios ou de segurança”.
Os oficiais consulares são treinados para identificar padrões e comportamentos que possam indicar fraude ou intenções incompatíveis com o tipo de visto solicitado. Eles não estão interessados em detalhes da vida pessoal ou em postagens banais.
Como o oficial consular tem apenas alguns minutos para aprovar ou reprovar um visto, a análise das redes sociais tende a ser rápida, buscando identificar “imagens ou sinais visuais evidentes que possam transparecer que o solicitante não está apto para que lhe seja concedido o visto”, destaca Lucena.
Com a complexidade da análise de redes sociais e os riscos de uma má interpretação, “a etapa mais segura para o solicitante é uma auditoria de perfil", complementa Lucena. Ela tem como objetivo alinhar a presença digital do candidato com as informações declaradas na solicitação do visto, minimizando qualquer potencial para equívocos.
Para a coordenadora, “profissionais especializados, com vasta experiência em processos de solicitação de visto americano, são os mais indicados para fazer a análise de risco detalhada do perfil digital”. O objetivo é garantir que o posicionamento on-line do cliente não apenas reforce suas informações, mas também não comprometa sua aplicação, contribuindo significativamente para o sucesso na obtenção do visto.
Para saber mais, basta acessar: https://wevisa.com.br/
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