

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), concluiu nesta sexta-feira (25/7) uma série de assinaturas do Programa Milho 100%, alinhando a ação ao Dia Internacional da Agricultura Familiar. Foram firmados contratos com prefeituras, sindicatos, associações e cooperativas de 50 municípios das regiões de Saldanha Marinho, Palmitinho e Casca. Os investimentos chegam a cerca de R$ 7 milhões para apoiar a agricultura familiar.
O Programa Milho 100% pretende fomentar o cultivo de milho e sorgo no Rio Grande do Sul. O Estado disponibiliza sementes destinadas à produção de grãos e silagem para agricultores e pecuaristas familiares. A proposta busca reduzir o custo de implantação das lavouras, ampliar a oferta interna de milho e sorgo – insumos utilizados nas cadeias de carnes e lácteos – e diminuir a necessidade de aquisição desses grãos de outros Estados e países.
A ação prevê subsídio de 100% do valor das sementes e integra o Plano Rio Grande , programa de Estado liderado pelo governador Eduardo Leite e criado para reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro. O governo estadual arca com o custo total da aquisição dos insumos. O Programa Milho 100% substitui o modelo anterior, conhecido como Troca-Troca, no qual os agricultores pagavam 28% do valor das sementes.
Na safra 2025/2026, 457 municípios aderiram ao programa, 90 a mais do que na safra 2024/2025, que contou com a participação de 367 municípios. O número representa um aumento de aproximadamente 25%. O total de entidades públicas e privadas envolvidas também aumentou, passando de pouco mais de 460 para 691.
O investimento subiu de R$ 54 milhões para R$ 93 milhões entre as duas safras. O programa distribuiu 135 mil sacas de sementes, com estimativa de cultivo em uma área de 135 mil hectares em todas as regiões do Estado.
O secretário da SDR, Vilson Covatti, disse que a ampliação dos investimentos na produção de milho busca agregar valor às cadeias produtivas que dependem diretamente desse insumo para gerar renda, melhorar a qualidade de vida dos agricultores e impulsionar o desenvolvimento econômico do Estado. “Com esse projeto, buscamos reduzir os custos de implantação das lavouras, ampliar a oferta de milho e sorgo – insumos estratégicos para os setores de carnes e lácteos – e diminuir a dependência de aquisições desses produtos de outros Estados e do exterior”, concluiu.
Texto: Ascom SDR
Edição: Secom
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