

A Cacau Loko, empresa com sede na Bahia, lançou sua primeira bebida mista alcoólica feita à base de mel de cacau do Brasil. O produto foi desenvolvido em uma das regiões mais ricas na produção de cacau do mundo. Prova disso, após cinco anos, a Bahia retomou a liderança na produção de cacau no país.
Em 2023, o estado produziu 139.011 toneladas, um avanço de 0,6% em relação ao ano precedente (+860 toneladas), como apontam dados compartilhados pelo Canal Rural. O Pará foi o segundo maior produtor nacional, com a produção de 138.471 toneladas, um declínio de 5,2% em relação a 2022.
Marcos Pinho, idealizador da Cacau Loko, conta que o produto surgiu como resultado da observação do mercado brasileiro de bebidas. “Acreditamos que o setor de bebidas do Brasil está precisando de renovação com um caráter e DNA mais brasileiro”, afirma.
Marca investe na regionalidade e raízes brasileiras
Segundo Pinho, entre os resultados das análises do mercado de bebidas realizadas pela empresa, observou-se que no segmento ainda faltavam bebidas com ingredientes mais regionais, que promovessem a “brasilidade”. “A Cacau Loko possui um sabor com o toque do mel de cacau e pode ser considerada uma bebida leve, doce e suave, e que pode ser consumida em diversas ocasiões”, diz.
O cacau chegou à Bahia no ano de 1746, a partir de sementes da variedade “Forastero” que foram plantadas em Canavieiras (BA) pelo fazendeiro baiano Antonio Dias Ribeiro.
Na literatura, a história do cacau na Bahia foi registrada por Jorge Amado (1912-2001) na obra “Cacau”, publicada em 1933. O escritor baiano, natural de Itabuna (BA), escreveu um romance que retrata, entre outras coisas, a história do cacau no estado e a vida dos trabalhadores nas fazendas da região.
O idealizador da bebida destaca que o mel do cacau é um resíduo da produção do chocolate que, por muito tempo, não foi aproveitado na indústria do cacau. “Recentemente, foi descoberto todo esse potencial comercial”.
Do ponto de vista social, o idealizador da Cacau Loko chama a atenção para a importância de utilizar matéria-prima 100% brasileira e regional no desenvolvimento do produto. “Como o mel de cacau não é utilizado na indústria do chocolate, ele se torna uma fonte de renda para os pequenos produtores de cacau que vendem a amêndoa para as grandes beneficiadoras de cacau - para a produção do chocolate - e podem comercializar o mel de cacau que, antes, era descartado e subaproveitado”, explica.
Segundo Pinho, do ponto de vista comercial, o lançamento do produto foi positivo. “A bebida é comercializada diretamente pelos representantes da indústria aos lojistas e distribuidores de bebidas”, revela.
Entretenimento Armored Dawn confirma show em São Paulo no Manifesto Bar
Entretenimento Congresso da Felicidade reúne especialistas em Brasília
Estilo de Vida Projeto registra memórias familiares por meio de receitas e histórias Mín. 18° Máx. 20°





