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Sespa capacita mais de 1.600 agentes comunitários para prevenção da doença de Chagas

Treinamento realizado em Belém orientou sobre boas práticas, legislação e cadastramento de batedores artesanais de açaí, em parceria com o Ministér...

13/08/2025 às 14h21
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará
Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Doença de Chagas e do Departamento Estadual de Vigilância Sanitária, realizou nesta quarta-feira (13), na Arena Guilherme Paraense (Mangueirinho), um curso de capacitação para mais de 1.600 agentes comunitários de saúde (ACS) de Belém, visando à prevenção e ao combate à doença de Chagas e à segurança alimentar no beneficiamento do açaí. A ação contou com a parceria do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma).

O treinamento abordou o Decreto Estadual nº 326/2012, que estabelece normas e boas práticas para batedores de açaí, o papel da vigilância sanitária no cadastramento dos estabelecimentos e a utilização do aplicativo “Açaí no Ponto”, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) para mapear pontos de venda. A meta é cadastrar cerca de 8 mil batedores no município, entre os dias 1º e 5 de setembro, com o apoio direto dos agentes comunitários de saúde.

De acordo com o coordenador do Programa de Controle da Doença de Chagas da Sespa, Éder Monteiro, a integração entre diferentes órgãos e setores é essencial para reduzir a incidência da doença no Estado. “A doença de Chagas não se combate apenas no setor saúde. É preciso unir diferentes áreas da sociedade para garantir a prevenção e o controle, e os agentes são fundamentais nesse processo, porque estão na linha de frente e têm contato direto com a população”, afirmou.

Parceria- Para a fiscal do Departamento Estadual de Vigilância Sanitária da Sespa, Dorilea Pantoja, o envolvimento dos agentes comunitários é estratégico para ampliar o alcance das informações. “Hoje, nosso objetivo é não apenas capacitar, mas convidar os agentes a se tornarem parceiros no cadastramento dos batedores artesanais de açaí. Precisamos saber onde eles estão localizados para garantir a segurança alimentar, e esse levantamento só será possível com a ajuda de quem atua diretamente nas comunidades”, explicou.

O Ministério Público também participa ativamente da ação por meio do Núcleo de Defesa do Consumidor. A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo, Érica Almeida de Sousa, destacou que a fiscalização e a capacitação são fundamentais para proteger a saúde da população. “O papel do MP é garantir que o consumidor tenha acesso a um alimento seguro e de qualidade. Para isso, unimos esforços de órgãos estaduais, federais e municipais, e conseguimos criar um grupo de trabalho que atua em diversas frentes, incluindo ações em 12 municípios”, informou a promotora.

Entre os participantes, a agente comunitária de saúde Elaine Mesquita, do bairro da Cremação, destacou a importância de se aprofundar no tema. “Esse treinamento nos dá condições de orientar melhor a população sobre a doença e sensibilizar para o credenciamento dos batedores. É um conhecimento que vai nos ajudar a proteger a comunidade”, disse Elaine.

Informação- A agente comunitária Rosa Helena Pereira, do bairro da Condor, reforçou que a multiplicação das informações é essencial para o sucesso da ação. “Com mais conhecimento, podemos orientar melhor os batedores e prevenir a doença na nossa comunidade”, reforçou.

Já Edima Souza, ACS no bairro da Terra Firme, ressaltou que a capacitação tem impacto direto na prevenção da doença em áreas mais vulneráveis. “Esse treinamento é importante porque vai nos ajudar a levar os conhecimentos sobre a prevenção da doença de Chagas, que é muito recorrente no Pará, principalmente nas regiões periféricas, onde não há saneamento adequado. Ao levar essas informações para os nossos usuários, estaremos fortalecendo a saúde e a prevenção”, afirmou.

A programação incluiu palestras sobre o perfil epidemiológico da doença de Chagas no Pará, orientações técnicas para a manipulação segura do açaí e a atuação do MPPA na fiscalização e apoio à vigilância sanitária, além de treinamento para o uso do aplicativo que auxiliará no cadastramento dos estabelecimentos.

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