

A forma como a sociedade lida com o luto tem mudado — e isso se reflete nos rituais de despedida e nas escolhas após a morte. Uma dessas transformações é o crescimento contínuo do número de cremações no país. Embora ainda seja uma prática recente, em comparação ao tradicional sepultamento, a cremação tem se tornado uma escolha cada vez mais difundida. De acordo com dados do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep) e da Associação dos Cemitérios e Crematórios do Brasil (Acembra), cerca 10% dos sepultamentos no Brasil já são feitos por meio da cremação, uma prática que vem ganhando força à medida que a sociedade busca alternativas mais modernas, sustentáveis e alinhadas aos desejos das novas gerações.
No Brasil, o mais comum é que as cinzas devolvidas às famílias sejam armazenadas em columbários instalados em cemitérios, igrejas e memoriais velatórios, onde podem ser visitadas, ou mesmo que sejam dispersadas em locais com valor simbólico. Agora, uma nova possibilidade surge para quem opta pela cremação: o sepultamento das cinzas em cemitérios, em um espaço ao ar livre e integrado à natureza — um conceito ainda inédito no país.
O Grupo Zelo acaba de materializar essa inovação com a inauguração de um Cinerário, em Minas Gerais. Trata-se de um espaço projetado para a guarda das cinzas de entes queridos. O espaço foi inaugurado em Belo Horizonte (MG), no Cemitério e Crematório Parque da Colina. Com um investimento de aproximadamente R$ 500 mil, a estrutura foi construída às margens de um lago, inspirada em um modelo visitado por Lucas Provenza, CEO do Grupo Zelo, no Chile.
“Este Cinerário não é apenas um lugar para guardar cinzas, é um ambiente pensado para acolher, lembrar e celebrar a memória daqueles que partiram. Um espaço que conta com estrutura paisagística e ambientação adequada para homenagens permanentes e momentos de reflexão”, explica Provenza.
Diferentemente de um columbário — estrutura geralmente vertical e interna, com nichos para depósito das urnas —, o cinerário propõe o sepultamento das cinzas em solo ou lóculos verticais e a integração com o meio ambiente, com área aberta, vegetação, contato com a água e elementos simbólicos que favorecem a conexão afetiva. "A novidade representa uma nova forma de homenagem, que une espiritualidade, afeto e sustentabilidade, oferecendo às famílias um local de visitação permanente que convida à contemplação e ao conforto, ressignificando o ritual da despedida", ressalta o CEO.
A novidade está alinhada com uma mudança de comportamento observada nos últimos anos: o crescimento da cremação, acompanhado da busca por formas mais afetivas, personalizadas e sustentáveis de lidar com o fim da vida.
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