

O Brasil consolidou-se como um dos importantes centros de inovação no cenário global, com 22 startups unicórnios ativas, segundo o novo estudo conduzido pela consultoria EuAlan, especializada no empreendedorismo de inovação e tendências de tecnologia na economia. O levantamento analisa o fenômeno das startups de base tecnológica que atingiram uma avaliação superior a US$ 1 bilhão, identificando os padrões que possam ser considerados fatores-chave que impulsionaram essas empresas para o status de "unicórnio", além de seus desafios e perspectivas para o futuro.
O conceito de unicórnio (empresas tecnológicas privadas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão) se popularizou mundialmente desde 2013. Até 2021, o Brasil viu um boom de startups que alcançaram essa marca, refletindo o amadurecimento rápido do ecossistema local. O estudo revela que, de 2018 a 2021, o país viveu uma verdadeira “febre do unicórnio”, com dez novos casos somente em 2021, impulsionados por um recorde de investimentos, que chegaram a US$ 8,8 bilhões. Hoje, o Brasil ocupa a sétima posição mundial, atrás apenas de potências como EUA, China e Índia.
Setores emergentes e modelos de negócios inovadores
“Apesar da diversidade de setores, identificamos que os unicórnios brasileiros têm algumas características em comum: inovação voltada para resolver ineficiências locais, uma forte estratégia de aquisição de clientes e modelos de negócios digitais com grande potencial de escala. Entre os setores líderes, as fintechs representam cerca de 45% dos unicórnios, seguidas por marketplaces e plataformas de consumo, como o iFood, QuintoAndar e a 99”, destaca Alan Oliveira, mentor de startups, fundador da consultoria e responsável pelo estudo.
Essas empresas adotaram modelos baseados em tecnologia de ponta, como inteligência artificial e computação em nuvem, para otimizar operações e melhorar a experiência do usuário. “Muitas delas se beneficiaram da alta penetração de smartphones e da crescente demanda por serviços digitais”, acrescenta.
O impacto do capital de risco e o papel dos fundadores
O estudo também revela o papel essencial do capital de risco e da qualificação das equipes fundadoras. As startups unicórnios no Brasil contaram com um alto nível de qualificação acadêmica e experiência no mercado. Em média, os fundadores possuíam mais de oito anos de experiência profissional e vinham de áreas como consultorias de gestão e bancos, com formações em Engenharia e Ciência da Computação.
Além disso, muitos desses fundadores buscavam financiamento desde os estágios iniciais (Seed e Série A), o que garantiu maior capacidade de crescimento rápido. Investidores estrangeiros, como Tiger Global e SoftBank, foram cruciais nesse processo, aportando bilhões de dólares no ecossistema brasileiro.
Desafios e perspectivas para o futuro
No entanto, o estudo também aponta para um cenário de ajuste nos últimos anos, com a desaceleração global do mercado de venture capital e a maior seletividade dos investidores. O número de novos unicórnios caiu drasticamente, e muitas empresas enfrentaram dificuldades, como redução de valuation e downrounds. Em 2023, apenas uma nova empresa, a QI Tech, conquistou o status de unicórnio.
“Apesar disso, o Brasil permanece com grandes oportunidades de inovação, especialmente em setores como educação, saúde, transporte público e sustentabilidade ambiental. O estudo conclui que, embora o caminho para o próximo unicórnio brasileiro seja mais desafiador, a resiliência do ecossistema local e o foco em modelos de negócios sustentáveis deverão garantir o surgimento de novas startups bilionárias no futuro”, conclui o especialista em prever desafios e os fatores que influenciaram o sucesso no mercado global.
O estudo, em sua íntegra, está disponível gratuitamente para consulta e download.
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