

Dados da Agência Municipal de Transportes e Trânsito apontam que, no primeiro semestre deste ano, 2.022 veículos se envolveram em ocorrências; colisões lideram os registros e velocidade excessiva é a principal causa

Equipe da Agetran e órgãos de segurança têm feito campanhas educativas de educação no trânsito ao longo do ano – Foto: A. Frota
Quase metade dos acidentes de trânsito registrados no primeiro semestre deste ano em Dourados teve o envolvimento de motocicletas. Dados da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), com base em informações do próprio órgão, Corpo de Bombeiros Militar, Guarda Municipal, Polícia Militar e Samu, mostram que, dos 2.022 veículos envolvidos, 931 eram motos, o que representa 46,04% dos casos.
Os carros aparecem na sequência, com 790 registros (39,07%), seguidos por 145 bicicletas (7,17%), 91 caminhonetes (4,50%) e 18 pedestres (0,89%). Juntos, esses grupos correspondem a 97,67% dos envolvidos nos acidentes. Os 2,33% restantes se dividem entre caminhões, tratores, micro-ônibus, utilitários, ambulâncias e bicicletas elétricas. Conforme o Detran/MS, Dourados tem uma frota de 188 mil veículos.
O levantamento também detalha os principais tipos de acidentes registrados no período. Ao todo, foram 690 colisões; 191 quedas de motocicleta; 106 quedas de bicicleta; 55 colisões laterais e 23 atropelamentos.
Apesar do alto número de ocorrências, os dados apontam uma queda no número de mortes. Entre janeiro e junho deste ano, 11 pessoas morreram em acidentes de trânsito no município, contra 13 no mesmo período do ano passado.
Para o diretor-presidente da Agetran, Juscelino Cabral, o excesso de velocidade e a falta de atenção no trânsito são os fatores que mais contribuem para os acidentes. Ele orienta os condutores a adotarem práticas de direção defensiva e respeitarem as normas de circulação.
“É fundamental que os motoristas adotem uma postura de direção defensiva, respeitando os limites de velocidade, mantendo a atenção na via e evitando distrações, para garantir a segurança no trânsito”, destacou Juscelino.
Segundo ele, embora a Agetran e outros órgãos de segurança façam campanhas educativas ao longo do ano, problemas como desatenção, alta velocidade e o desrespeito às leis de trânsito continuam provocando impacto significativo no aumento do número de ocorrências.
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