

Após quatro dias de intensa circulação, a Caravana da Criança chega ao fim de sua 8ª temporada nesta sexta-feira (5/9), consolidando-se como uma das iniciativas de impacto no Distrito Federal no campo da Educação pela Arte.
Entre 2 e 5 de setembro, a trupe itinerante percorreu escolas públicas de Sobradinho, Plano Piloto, Planaltina, Gama, Samambaia e Paranoá, com apresentações e oficinas para cerca de 2.400 estudantes, além de familiares e docentes.
No dia 5/9, o encerramento conta com atividades pela manhã na EC Pedra Fundamental (Planaltina) e à tarde no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (Plano Piloto), coroando uma temporada que combina circo, música, literatura de cordel e oficinas educativas.
Mais de 30 mil estudantes alcançados desde a criação
Com a proposta de unir múltiplas linguagens e ter a música como fio condutor, a Caravana já envolveu mais de 30 mil estudantes desde sua criação. Reconhecida com menção honrosa no 1º Prêmio Paulo Freire de Educação, a iniciativa também recebeu distinções na Premiação Brasília 60 anos e na PNAB 2025, que consagram sua relevância no cenário cultural brasileiro.
Circo que semeia pertencimento
O conceito de caravana é semelhante ao de um circo itinerante, que chega, cria vínculos e segue adiante. “Cada temporada tem uma inspiração diferente. Nesta, contamos a história do próprio circo — suas tradições, personagens e memórias. É como abrir o picadeiro dentro da escola”, explica Erika Mesquita, intérprete da palhaça Berinjela.
O educador Ismael Rattis complementa que o objetivo é que “cada oficina e espetáculo fiquem na memória das crianças, criando registros emocionais capazes de provocar transformações futuras”.
O músico e sociólogo Nelson Latif, idealizador do projeto, destaca que, mesmo sem poder interferir diretamente em políticas de Estado, a Caravana consegue chegar às comunidades escolares, despertar a curiosidade e gerar pertencimento. “Esse movimento é um contraponto à força da mídia e da indústria cultural”, avalia.
Ludicidade como aprendizado
Para a professora Maria Antônia Mangueira Lopes, da Escola Classe 1 de Paranoá, o projeto, que já esteve na unidade em duas temporadas, leva a ludicidade para dentro da escola. “A Caravana da Criança trabalha a literatura, a musicalidade, explica sobre os instrumentos musicais e apresenta o circo que faz parte da nossa cultura. E as crianças amam, se divertem e aprendem”, afirma.
Inspiração que ultrapassa a sala de aula
A professora Kaysi Helena Teixeira Ribeiro, supervisora pedagógica da Escola Parque 313 e 314 Sul, ressalta o impacto da Caravana no envolvimento dos estudantes. Segundo ela, o projeto ofereceu um trabalho de muita qualidade e bem estruturado, reconhecido pelo corpo docente tanto no aspecto artístico quanto no pedagógico. “Os professores elogiaram e as crianças ficaram encantadas. Impressionadas”, conta. Ela revela que um dos exemplos mais marcantes foi a oficina de circo. “Algumas crianças já tinham experiência com balé e acrobacias, mas se depararam com outras práticas que não conheciam e imediatamente quiseram aprender”, lembra.
Para a educadora, iniciativas como a Caravana instigam e inspiram. “Provocam, da melhor forma possível, a sensibilidade, o pensamento e a poesia de viver”, afirma. Ela ainda avalia que a escola precisa ser um espaço de inspiração, além da aprendizagem. “A Caravana da Criança traz muito disso para a gente: um respiro, uma injeção de poesia, de sonoridade e de plasticidade”.
Oficinas e espetáculo interativo
Nesta edição, os estudantes participam de oficinas de percussão, literatura de cordel, contação de histórias e circo, que culminam em um espetáculo musical interativo, com estudantes e professores como protagonistas.
Quem faz a Caravana
A Caravana da Criança é formada por artistas de diferentes áreas e trajetórias, que se complementam no palco e nas oficinas. O palhaço e acrobata Atawallpa Coello, cofundador da Cia. Circo Rebote acumula mais de 25 anos de experiência e reconhecimento internacional em festivais de circo e teatro. Ao seu lado está Erika Mesquita, também acrobata e palhaça da companhia, que há duas décadas circula pelo Brasil e por diversos países com espetáculos que mesclam circo, teatro e rua. A cantora, produtora e arte-educadora Isabella Rovo integra o Coletivo Educação Pela Arte e coordena o Ponto de Cultura COEPi, além de atuar em projetos como Camerata Caipira e Zabumba de Chita. O músico e educador Ismael Rattis, formado em Música pela UnB, é percussionista de grupos como Trem Caipira e ministra oficinas em projetos culturais e sociais. O violonista, cavaquinista e sociólogo Nelson Latif tem forte presença no choro e no jazz, com carreira no Brasil e na Europa, e também integra a Camerata Caipira e o Trio Baru. O percussionista Sandro Alves, integrante do Trio Baru, se destaca pela pesquisa de ritmos tradicionais brasileiros e oficinas de percussão em projetos educativos. Completa a formação o violeiro, cantor e compositor Victor Batista, de Belo Horizonte, com álbuns autorais e atuação em arte-educação, especialmente na iniciação musical de crianças e jovens.
Serviço:
Encerramento da 8ª edição da Caravana da Criança | DF
Data: 5 de setembro de 2025
Manhã – EC Pedra Fundamental (Planaltina) | DF-015 - Chácara Largo da Pedra Rural
Tarde – Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (Plano Piloto) | SGAS II Quadra 612 Sul - Asa Sul, Brasília
Atividades: espetáculo musical + oficinas de percussão, literatura de cordel, contação de histórias e circo
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