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Cidades que aplicam metodologia integrada de segurança registram queda de crimes patrimoniais

Metodologia aplicada pelo estado mostra resultados positivos em Belo Horizonte, Contagem e Juiz de Fora; Uberlândia interrompe alta e estabiliza ín...

04/09/2025 às 21h10
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais
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Gil Leonardi / Imprensa MG
Gil Leonardi / Imprensa MG

A aplicação da metodologia Igesp Focal contribuiu para a redução de crimes contra o patrimônio em Minas Gerais. Entre julho de 2024 e junho de 2025, foram registradas 249.356 ocorrências no estado, queda de 4% em relação ao período anterior. Nas cidades onde a iniciativa está em vigor, os resultados foram ainda mais expressivos: Belo Horizonte registrou queda de 14%, Contagem de 11% e Juiz de Fora de 20%. Em Uberlândia, a estabilidade do índice interrompeu uma série de aumentos gradativos e já sinaliza para um período de queda.

Elaborada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) , a metodologia Igesp tem como objetivo principal promover um diálogo constante entre todas as agências que fazem parte do sistema de Segurança Pública e a Justiça Criminal, permitindo a troca contínua de informações e o fortalecimento do trabalho em equipe, além de planejar, acompanhar e avaliar, também de forma conjunta, as metas e os resultados relacionados ao controle e à prevenção dos desafios na segurança pública.

Executada pela Subsecretaria de Integração da Segurança Pública, a metodologia teve sua modalidade focal discutida durante a análise do seu ciclo mais recente, por meio de reuniões presenciais ocorridas nas quatro cidades que possuem áreas classificadas como Zonas Quentes de Criminalidade (ZQC), o que permitiu verificar a queda dos números de ocorrências de crimes contra o patrimônio na maioria das contempladas.

Queda nos índices

Considerando a totalidade do território mineiro, entre julho de 2022 a junho de 2023, anterior à implementação da metodologia, o estado registrou 259.165 ocorrências de crimes patrimoniais (furto, roubo, extorsão, extorsão mediante sequestro e receptação, nas modalidades tentada e consumada). Já entre julho de 2024 e junho de 2025, com o Igesp Focal já implementado, foram 249.356 registros, representando uma redução de 4%.

Juiz de Fora lidera com queda de 20% nos crimes patrimoniais.

Foto: HVL / Wikimedia Commons



A queda dos crimes contra o patrimônio foi mais intensa nas áreas que constam como alvo do Igesp Focal, sinalizando o fortalecimento local da integração entre órgãos de segurança e justiça criminal, um dos pilares da metodologia. Em Belo Horizonte, houve uma redução de 14% no total de ocorrências nas ZQCs tratadas (de 37.352 para 32.022), com a maior queda registrada nas regiões do Centro e dos bairros Lagoinha e Floresta, que tiveram queda de 18%. Em Contagem, na Região Metropolitana, por sua vez, houve queda de 11% (3.628 para 3.238).

Vale destacar que a cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata, obteve o melhor resultado entre as quatro cidades, com queda de 20% (3.357 ocorrências para 2.671). E em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde observou-se um pequeno aumento de 3% (3.808 para 3.912), revertendo o crescimento acentuado que vinha ocorrendo de forma consecutiva, e que sinaliza para uma queda dos crimes, a partir do próximo ciclo.

Para o secretário da Sejusp-MG Rogério Greco, a Igesp é uma das iniciativas que demonstra de forma clara a importância e o poder da integração de esforços para a obtenção de sucesso nas ações da segurança pública.

“O Igesp possibilita a integração entre polícias, Ministério Público, Judiciário e, neste caso, também com as prefeituras e sociedade civil, devolvendo à população, como o resultado, um estado mais seguro e planejado, preparado de fato para combater o crime”, destaca.

 

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