


O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), por meio da Gerência de Fauna (GFAU), resgatou 28 animais silvestres em diferentes zonas de Manaus durante o mês de agosto. As ocorrências envolveram aves, répteis e mamíferos encontrados em áreas urbanas e foram acionadas pela população, contribuindo para a segurança da comunidade e a preservação da fauna.
Entre os animais resgatados, destacam-se o pariri (Geotrygon montana) (5), o urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) (3), a iguana (Iguana iguana) (2) e o jacaré-coroa (Paleosuchus trigonatus) (2). Também foram registrados exemplares de jiboia (Boa constrictor), aracuã-pequeno (Ortalis motmot), capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), gavião-carijó (Rupornis magnirostris), macaco-prego (Sapajus apella), macaco-aranha (Ateles paniscus) e sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), entre outros.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, reforça a importância da parceria com a população para o sucesso dos resgates.
“A GFAU realiza o resgate de animais silvestres em situação de risco ou que invadiram áreas urbanas, mas não atende animais domésticos, como cães e gatos, nem espécies sinantrópicas, como ratos e morcegos. Muitos pedidos chegam pelo direct do Instagram, mas é fundamental que a população saiba diferenciar animais silvestres de domésticos”, explica Picanço.
Segundo o gestor, para identificar um animal silvestre, é preciso observar se a espécie não é domesticada, se pertence à fauna regional e se apresenta comportamento típico do ambiente natural. Caso haja dúvida, a população deve acionar a GFAU antes de qualquer tentativa de manejo.
Mais registros
Os bairros com maior número de resgates foram Alvorada e Ponta Negra, com três animais cada, seguidos por Adrianópolis, Coroado, Monte das Oliveiras, Parque 10 e São José Operário, com duas ocorrências cada.
De acordo com a gerente da GFAU, Sônia Canto, após o resgate, os animais passam por avaliação técnica e, quando possível, são devolvidos ao habitat natural em áreas adequadas para sua sobrevivência.


“O resgate de animais silvestres em áreas urbanas é fundamental para garantir a segurança da população e a preservação da fauna. Muitas dessas ocorrências acontecem porque os animais saem de seu habitat em busca de alimento ou refúgio”, explica a gerente.
Cetas
Após o resgate, os animais são encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Distrito Industrial I, zona sul de Manaus. Os Cetas recebem animais silvestres apreendidos, resgatados ou entregues pela população e realizam identificação, marcação, triagem, tratamento, recuperação e reabilitação, com o objetivo final de devolvê-los à natureza.
As Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas), cadastradas pelo Ibama, são utilizadas para a reabilitação e soltura dos animais após o período nos Cetas.
Como acionar o resgate
Em caso de necessidade de resgate, a população deve entrar em contato com a GFAU pelo WhatsApp (92) 98438-7964, enviando imagens para identificação do animal e informando a localização. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.
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