

O Comitê de Atenção às Pessoas em Situação de Rua de São José do Rio Preto se reuniu na manhã desta quinta-feira, 11 de setembro, no auditório do nono andar da Prefeitura. O objetivo do encontro foi alinhar as políticas públicas do Projeto Integrado de Enfrentamento à Situação de Rua, documento elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.

Sob a condução da secretária da pasta, Sandra Reis, o debate discutiu pontos estratégicos como acolhimento, estrutura, logística de atendimentos e segurança pública. Participaram membros da Câmara Municipal, do Poder Judiciário, da Guarda Civil Municipal, de organizações da sociedade civil parceiras e das secretarias de Desenvolvimento Social, Saúde, Segurança Pública, Cultura e Bem-Estar Animal.
O projeto prevê um conjunto de ações que incluem o fortalecimento do Centro POP, referência em atendimento à população em situação de rua, com serviços de higiene, alimentação, guarda de pertences e encaminhamentos; a atuação de equipes multidisciplinares compostas por assistentes sociais, psicólogos, agentes de saúde e educadores sociais; além da criação do Programa de Retorno Assistido (PRA), que oferecerá apoio a pessoas que desejam retornar ao convívio familiar ou a sua cidade de origem
Também estão previstos investimentos em casas de passagem, com 140 vagas fixas, parcerias com entidades para acolhimento especial de pessoas em situação de dependência química, atendimento itinerante em três turnos, além da articulação com a rede de saúde mental, empregabilidade e habitação — incluindo a reserva de unidades do programa Minha Casa Minha Vida e o aluguel social assistido.
Segundo Sandra Reis, o trabalho precisa ser visto de forma integrada e contínua. “Estamos estruturando um modelo que une acolhimento, habitação, saúde e reinserção social. A proposta é enfrentar o problema de forma humanizada, com políticas permanentes e parcerias sólidas, garantindo dignidade às pessoas em situação de rua”, afirmou a secretária.
O encontro reforçou ainda a importância da atuação do GAOP (Grupo de Ação de Ordem Pública), que reúne forças de segurança e áreas técnicas para uma abordagem humanizada em pontos críticos da cidade.
Com a implementação do projeto, a Prefeitura pretende ampliar a rede de apoio, reduzir a reincidência da população em situação de rua e oferecer condições reais de reintegração social, habitacional e produtiva.



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