


Manaus recebe, até 30 de setembro, o projeto Viver Com Arte, que transforma o residencial Viver Melhor, na zona norte, em galeria a céu aberto. Oito artistas manauaras assinam três grandes murais de grafite, iniciativa que valoriza as artes visuais e revitaliza a periferia da capital.
O projeto é uma realização do coletivo Conexão Graffiti e foi contemplado pelo Edital de Chamamento Público nº 02/2024 – Fomento à Execução de Ações Culturais de Artes Visuais. A ação conta com apoio do Governo do Amazonas, Conselho Estadual de Cultura, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
A iniciativa reúne oito artistas manauaras que irão produzir três empenas (paredes laterais de grandes dimensões) no local, utilizando o grafite como principal linguagem artística. A proposta é revitalizar o espaço urbano, dar uma nova vida ao residencial e aproximar a comunidade das artes visuais, levando a cultura diretamente para o cotidiano da periferia.
Segundo o produtor cultural Avelino Borges, a ideia nasceu da necessidade de democratizar o acesso à cultura na periferia e incentivar a formação de público consumidor de obras de arte.
“Queremos criar uma exposição permanente de graffiti, capaz de valorizar o bairro, dar visibilidade à comunidade e aumentar a autoestima dos moradores, que passarão a viver em um ambiente mais atrativo, colorido e culturalmente ativo”, destacou Avelino.
Além de embelezar o conjunto habitacional, o projeto busca inserir Manaus no circuito internacional das cidades que possuem galerias de arte urbana a céu aberto, fomentando o turismo e a economia criativa. “O resultado será um legado artístico duradouro, que servirá também de inspiração para novas gerações de artistas”, acrescentou Borges.


Artistas participantes
O time de grafiteiros conta com nomes conhecidos da cena local: André Candido (Bynos), Vicktor Shellton (Blurt), Tiago Pacini (Cort), Adilson Júnior (JNR), Carolinne Oliveira (Oli), Diego Afonso (Mais), Shirley Thomas (Rio Negrina) e o coletivo Ocupaminart, representado pela produtora cultural Cida Aripória.
Acessibilidade e inclusão
O projeto também foi pensado para alcançar todos os públicos. A exposição contará com recursos de acessibilidade, como interpretação em Libras realizada por Fabiana Ferreira e Thiago Henrique, além da produção audiovisual assinada pela cineasta Taly Nayá.
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