

O Governo do Estado do Paraná conta atualmente com três vezes mais pessoas privadas de liberdade inseridas no mercado de trabalho do que em comparação a 2015. Hoje, são 14.324 que exercem trabalhos em canteiros próprios do sistema prisional, cooperativas ou projetos de artesanato frente a 4.623 há dez anos. A Secretaria da Segurança Pública (SESP) tem ampliado as políticas e oportunidades de ressocialização. Do total de 14.324 pessoas, 5 mil estão trabalhando em empresas privadas e órgãos públicos.
Para aumentar a capacidade de custodiados trabalhando, a Polícia Penal do Paraná (PPPR) tem criado barracões para que essas pessoas exerçam as atividades, além de ampliar a parceria com empresários locais e implementação de Unidades de Progressão.
Um exemplo disso é um barracão que conta com atividades para mais de 450 pessoas privadas de liberdade da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão. Outro barracão de 6 mil metros quadrados deverá ser entregue até o final deste ano, para absorver 450 custodiados da Penitenciária de Integração Social de Piraquara – (PISP).
“A responsabilidade que temos com as pessoas que fazem parte do sistema prisional é garantir a reinserção social, e a melhor opção para isso é dando dignidade com ofertas de postos de trabalho”, afirmou o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira.
Criada oficialmente em 1908, com a inauguração da primeira penitenciária estadual, a estrutura prisional paranaense passou de cadeias improvisadas a um modelo moderno de administração. Hoje, consolida-se como referência nacional em organização e profissionalização.
REMUNERAÇÃO– Todas as empresas que contratam a mão de obra prisional pagam ao preso 3/4 do salário mínimo. Desse valor, eles podem autorizar que um familiar saque até 80% do dinheiro. O restante fica em uma conta-poupança prisional do detento, que só poderá ser utilizada quando ele cumprir sua pena.
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná também já foi contemplada com o Selo Nacional de Responsabilidade Social pelo Trabalho no Sistema Prisional (Resgata), um reconhecimento à oferta de atividades profissionais aos detentos. Também foram certificadas 21 empresas do Paraná por empregarem mão de obra de presos e egressos.
O selo concedido pelo Departamento Penitenciário Nacional tem o objetivo de divulgar empreendimentos e organizações que apoiam a causa, de forma a promover e incentivar novas adesões.
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