

Em setembro de 2025, o Piauí exportou o valor de US$ 155,2 milhões, equivalente a R$ 828,8 milhões, alcançando um superávit (diferença entre as exportações e importações) de US$ 148,3 milhões, que corresponde a R$ 791,9 milhões. Os dados foram divulgados na segunda-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Em comparação com o mês de agosto de 2025, as exportações de setembro apresentaram alta, comercializando US$ 48,4 milhões a mais que o mês de agosto, quando exportou US$ 106,9 milhões, com alta de 45,2%. As exportações acumuladas de janeiro a setembro foram de US$ 925,6 milhões (R$ 4,941 bilhões).
Segundo dados do MDIC, as importações do mês de setembro foram de US$ 6,9 milhões (R$ 36,8 milhões) no comparativo com setembro de 2024 que alcançou US$ 30,1 milhões, uma redução de 77%.
Principais produtos e municípios
Os produtos mais vendidos foram a soja com participação de 95,8% (US$ 148,7 milhões), algodão bruto com 1,6% (US$ 2,4 milhões), outras gorduras e óleos animais e vegetais com 1,3% (US$ 2 milhões), mel natural com 0,3% (US$ 465 mil), álcoois, fenóis e fenóis álcoois com 0,2% (US$ 310,5 mil) e milho não moído com 0,2% (US$ 310,5 mil).
Os municípios que mais exportaram foram Uruçuí, Bom Jesus, Santa Filomena, Monte Alegre do Piauí, Corrente e Parnaíba. Os países que mais compraram foram China (84,7%), Tailândia (11,2%), Vietnã (0,7%), EUA (0,7%), Espanha (0,6%) e Alemanha (0,5%).
Os dados da Balança Comercial do Piauí referentes ao mês de setembro de 2025 revelam uma reorientação significativa nas exportações do estado. Segundo Deusval Lacerda, superintendente de Desenvolvimento Econômico do Piauí, quase 97% dos produtos piauienses tiveram como destino a China e os mercados do Sudeste Asiático, como Tailândia e Vietnã.
Segundo Deusval Lacerda, os números de setembro refletem o novo momento da pauta exportadora piauiense. “A alta concentração das nossas vendas externas em países asiáticos, especialmente China, Tailândia e Vietnã, mostra a eficiência das estratégias de diversificação adotadas pelos governos federal e estadual. Esse realinhamento demonstra a capacidade do Piauí de se adaptar rapidamente às novas dinâmicas do comércio internacional. Seguimos trabalhando para garantir estabilidade comercial, fortalecer nossas cadeias produtivas e ampliar a presença dos produtos piauienses em mercados estratégicos, assegurando que o Estado continue crescendo de forma sustentável e integrada à economia global”.
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