

Proteger é o significado de paliar, derivado do latim pallium. Essa é a origem dos cuidados paliativos, que trata-se de uma abordagem de saúde que alivia sintomas e sofrimento em doenças graves. No Dia Mundial de Cuidados Paliativos, lembrado todo dia 11 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) destaca como este cuidado integral melhora a qualidade de vida, complementando os tratamentos específicos da doença.
“Os cuidados paliativos visam por meio de um cuidado individualizado, integral e multidimensional aliviar o sofrimento das pessoas que possuem doenças graves e priorizar a qualidade de vida. Com isso conseguimos tratar sintomas desagradáveis, valorizar a autonomia do paciente, apoiar a família, além de integrar a outros tratamentos, favorecendo decisões mais conscientes de acordo com cada fase de vida que o paciente se encontra”, afirma a médica paliativista e coordenadora da equipe de Cuidados Paliativos do Hospital Geral de Palmas (HGP), Jéssica de Freitas Orsolin Borges.
As intervenções paliativas podem ser oferecidas desde o diagnóstico de doenças comocâncer, insuficiência renal e demência, com terapias ativas, como cirurgias e radioterapia. A iniciativa permite que pacientes vivam de maneira autônoma e próximos a seus entes queridos, mesmo nos estágios finais.
Oswaldo Francisco, de 65 anos, está no HGP desde o dia 28 de setembro, e a esposa, Irace Gomes da Silva Solza, conta como a família foi bem acolhida pela equipe do hospital. "Infelizmente descobrimos o câncer tarde demais. Ele nem chegou a fazer quimioterapia e, após vários exames e internações desde o diagnóstico, a equipe dos cuidados paliativos chamou nossa família para explicar como seria a partir daquele momento. Hoje ele faz uso de medicação para dor e sente um mínimo conforto, visto que antes ele não conseguia nem ficar deitado de dor. Graças a Deus estamos agora numa ala onde fomos acolhidos, juntamente com a equipe dos cuidados paliativos."
HGP
O Serviço de Cuidados Paliativos do HGP é referência para pacientes de todo o Tocantins e conta com uma equipe multiprofissional empenhada, composta por médicos, assistentes sociais, nutricionista, fonoaudiólogo, psicólogo e enfermeiro e recebe o apoio de outros profissionais de saúde para abordagem de todas as dimensões do cuidado do usuário.
O HGP oferece, por meio da equipe de cuidados paliativos, interconsultas hospitalares aos pacientes internados, sejam eles com doenças oncológicas ou com outras doenças clínicas crônicas. Além do atendimento ambulatorial e da internação em Cuidados Paliativos oncológicos.
“Mesmo sendo reconhecidos pela OMS como um direito humano básico, os cuidados paliativos ainda enfrentam muitos obstáculos para serem oferecidos de forma ampla e eficaz. A desinformação que associa os cuidados paliativos somente a cuidados de fim de vida cria resistências para que os pacientes os recebam de forma precoce. Os cuidados paliativos enfrentam desafios de serem compreendidos, acessíveis e valorizados, o que exige mudanças na educação em saúde, na cultura médica e na sociedade”, complementou a especialista.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda mantém as definições e princípios definidos em 2002, focando na melhoria da qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameaçam a vida, com prevenção e alívio do sofrimento, e da abordagem de sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais.Em 2025,o foco principal da organização será a universalização do acesso a esses serviços, que em 2024 foi destacado como o tema do Dia Mundial dos Hospices e Cuidados Paliativos, o que se mantém como um objetivo para o ano.
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