

O Laboratório Central do Estado (Lacen/PR), administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), passa a contar com um novo sequenciador genético de nova geração para ampliar a vigilância genômica de vírus respiratórios, arboviroses, resistência bacteriana e tuberculose. O equipamento é o primeiro do Sul do País e permitirá a conclusão de análises em até quatro horas, resultando em um salto significativo em relação ao tempo médio anterior, de aproximadamente 12 horas.
O Lacen já iniciou o treinamento das equipes e o processo de aquisição de insumos específicos para a utilização do MiSeq i100 Plus. A previsão é que as novas análises com o equipamento, adquirido com recursos do Novo PAC, do Ministério da Saúde, comecem em dois ou três meses. O valor do investimento é de R$ 897.497.
Ele fará o sequenciamento genético de microrganismos, como os vírus da influenza, da Covid-19, da dengue e de bactérias de impacto epidemiológico, como o meningococo e o Mycobacterium tuberculosis resistente.
A nova aquisição trará agilidade na identificação de variantes de interesse e monitoramento do SARS-CoV-2, conforme classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS); detecção de variantes da influenza resistentes ao oseltamivir; e contribuirá com a eficácia das medidas terapêuticas no tratamento da tuberculose em tempo oportuno, garantindo mais precisão no acompanhamento da doença.
“O Lacen procura sempre acompanhar o avanço científico, para que as análises sejam feitas da melhor forma possível e em menos tempo. Somos um estado de vanguarda e temos o compromisso de oferecer à população as melhores soluções em saúde”, disse o secretário de Estado da Saúde em exercício, César Neves.
Os testes de tuberculose multirresistente serão os primeiros a serem implantados. A versatilidade do sistema permitirá aplicações em genômica microbiana e sequenciamento direcionado de genes, consolidando o Paraná como referência em saúde pública.
Outra inovação do MiSeq i100 Plus é a interpretação integrada dos resultados dentro do próprio equipamento (on-board). Isso significa que os dados coletados são processados automaticamente, diminuindo o tempo de resposta. Além disso, a tecnologia permite analisar diferentes microrganismos ao mesmo tempo, sem precisar rodar exames separados, já que o sistema ajusta automaticamente as diferenças entre os genomas de cada agente.
Segundo a diretora-geral do Lacen, Célia Fagundes Cruz, com a nova tecnologia o Paraná reforça seu protagonismo na área da vigilância genômica e amplia sua capacidade de resposta diante de desafios epidemiológicos. “Esse novo recurso está permitindo uma atualização dos parques tecnológicos dos Lacens em todo país. O equipamento acabou de chegar e agora seguimos com os protocolos para que brevemente esteja em pleno funcionamento”, disse.
INVESTIMENTOS VIGILÂNCIA GENÔMICA – Somente em 2024, a Sesa investiu R$ 4.074.988,50 na vigilância genômica do Estado, fornecendo a tipagem dos agentes patogênicos importantes para a saúde pública sem depender de outras instituições ou outros estados. Nos últimos anos, o Lacen/PR recebeu R$ 8,85 milhões em equipamentos e, em 2023, houve um incremento de R$ 922 mil para aquisição de itens laboratoriais.
De 2019 a 2024, a unidade passou por uma série de investimentos e inovações. Entre os avanços, destacam-se a implantação de diagnósticos moleculares para febre amarela, febre mayaro, oropouche, raiva (eliminando o uso de experimentação animal) e sarampo, que foi essencial no enfrentamento de um surto mundial.
REFERÊNCIA NACIONAL – O laboratório, com sede no Guatupê, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, é referência nacional em saúde pública e o segundo mais antigo do Brasil. Em dezembro do ano passado celebrou 130 anos com o anúncio da ampliação do local em fase ainda de construção. O projeto tem um investimento de R$ 30 milhões do Governo do Estado, com previsão de conclusão em 2026.
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