

Em sintonia com as práticas voltadas à sustentabilidade e à educação ambiental, a rede estadual de ensino do Paraná vem ampliando ações voltadas à integração entre natureza, conhecimento e bem-estar. Neste contexto, as escolas estaduais têm trabalhado para transformar parte de seus terrenos em áreas verdes, como hortas orgânicas e sustentáveis, que servem como espaços de aprendizado e incentivo à alimentação saudável. Em diversos colégios do Estado, estudantes, professores e diretores se envolvem em atividades de plantio e colheita de alimentos, que têm mudado o aprendizado e os hábitos alimentares dos alunos.
Além de permitir o desenvolvimento de projetos interdisciplinares, com aulas práticas de Ciências, Matemática e Geografia, as hortas têm um importante papel na educação ambiental. “O Paraná é líder nacional em áreas verdes nas escolas, com mais de 70% das instituições tendo espaços ecológicos. E vamos aumentar esse percentual porque entendemos que o contato com a natureza é fundamental para a aprendizagem e a formação cidadã”, diz o secretário da Educação, Roni Miranda.
De acordo com Andréa Bruginski, responsável técnica pela execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), vinculado à Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), a horta é um importante recurso pedagógico que ajuda os estudantes a entenderem os ciclos da natureza, o caminho do alimento, do plantio ao prato, incentiva práticas de sustentabilidade ambiental e ensina sobre alimentação equilibrada.
MÃOS NA TERRA– No Colégio Estadual Geraldina da Mota, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a horta foi implantada em 2022 com o objetivo de unir sustentabilidade e aprendizado prático. Envolvendo diferentes disciplinas, como Projeto de Vida, Ciências, Práticas Experimentais e Geografia, a iniciativa cresceu e hoje ocupa três áreas da escola com 26 canteiros e cultivo de 140 pés de alface, além de 300 mudas de outras espécies.
“A horta estimula o trabalho em equipe, a autonomia e o protagonismo dos alunos. Eles adoram participar. Muitos ficam na lista de espera para cuidar de um canteiro”, conta a diretora Tatiana Hasse.
Além do plantio de alimentos como cebolinha, couve, salsinha, batata, hortelã, morango e banana, a horta conta com uma “UTI”, onde os alunos aprendem a restaurar a saúde das plantas, e uma área de paisagismo. Parte da produção é vendida à comunidade e parte é doada aos estudantes.
No Colégio Estadual do Campo Professor Aloísio, também de Campo Largo, a horta surgiu em 2012 como forma de valorizar a conexão com a natureza e o trabalho dos agricultores. Hoje, ela é 100% orgânica. “A horta é como um laboratório vivo. Não dá só para plantar e voltar para colher. Você precisa acompanhar as plantas, seu crescimento e manutenção. Tudo isso é pedagógico também”, destaca a diretora Marli Fiatkoski Rodrigues, há 13 anos à frente da instituição.
Quem cuida do cultivo de alface, repolho, brócolis, espinafre e beterraba são os alunos do 1º ano do Ensino Médio. Enquanto parte da produção é utilizada na merenda, outra parte é vendida à comunidade da região. A verba é revertida em alimentos saudáveis que também vão compor o cardápio da escola.
“Nós fazemos de tudo: carpimos, plantamos, colhemos, regamos. Aprendi a ter responsabilidade e comprometimento porque desde o momento que plantamos nós temos que estar atentos ao que vai acontecer”, afirma a estudante Maria Eduarda Gomes, de 15 anos.
Para o colega de sala, João Victor da Silva Domingues, além de aprender sobre trabalho em equipe, a horta possibilita a saída da rotina. “A escola não é só livros e cadernos, a gente também aprende ao ar livre.”
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ALUNOS PROTAGONISTAS – Em Curitiba, desde 2024, o Colégio Estadual Dom Orione mantém uma horta que surgiu da vontade dos próprios estudantes. Atualmente, quem conduz o projeto é o professor de Filosofia e Sociologia, Jeferson da Costa Vaz, e a diretora Ana Veiga.
Além de incluir o Canteiro de Africanidades, que valoriza as culturas afro-brasileira, a horta se expande em direção a uma agrofloresta escolar, com o plantio de árvores e hortaliças. Um dos objetivos do projeto é permitir que os alunos vivenciem na prática o que aprendem na teoria, e fazer com que eles reflitam sobre a produção sustentável de alimentos, mostrando alternativas diante do cenário atual de crises ecológicas.
Os alunos do Ensino Fundamental e Médio participam das atividades no contraturno, cuidando dos canteiros, registrando o crescimento das plantas e planejando melhorias. “Os estudantes se sentem pertencentes ao ambiente escolar, eles se reconhecem como protagonistas de um projeto que muda a estrutura e a cultura do colégio”, afirma o professor.
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