


Bebês, mães e profissionais unidos na missão de fortalecer a assistência aos prematuros durante o Novembro Roxo
O Novembro Roxo, mês dedicado à prematuridade, reforça a importância dos cuidados especializados e humanizados oferecidos aos recém-nascidos prematuros e suas famílias. No Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), unidade da Rede da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), histórias de esperança, fé e dedicação marcam esse período e revelam o impacto profundo do acolhimento feito por profissionais que atuam diariamente na UTI Neonatal.
Uma dessas histórias é a da professora Márcia Angelim (foto), mãe de Vitória Gabriele, que esteve internada na unidade há 14 anos. Hoje, ela relembra com emoção o período vivido ao lado da filha e destaca a importância dos cuidados intensivos. “Ser mãe da Vitória Gabriele é lembrar todos os dias da força e do milagre que ela representa. Ela nasceu extremamente prematura, pesando apenas 950 gramas e medindo 36 cm, enfrentando desde o primeiro instante uma luta pela vida. Passamos por momentos muito delicados, a situação da Vitória era considerada de poucas chances de sobrevivência. Foram meses de internação no HGWA, de medo e esperança, mas nunca perdi minha fé”, diz.

Márcia conta que, durante o período hospitalar, criou laços importantes com outras mães e com profissionais que compartilhavam da mesma rotina. “O carinho e o acolhimento que recebemos fizeram toda a diferença. Hoje, olhando para trás, só tenho gratidão por cada etapa que superamos e por todas as pessoas que fizeram parte dessa jornada. Vitória é a prova viva de que milagres acontecem”, afirma.
Apesar de não ter lembranças claras na memória sobre o tempo que passou internada, Vitória já teve sua história contada pela mãe. Com uma vida normal, sem nenhuma sequela, a jovem sabe que foi muito forte, teve que passar por desafios, desde o seu nascimento. “Eu não conseguia sair da ventilação mecânica, e foi por meio do Método Canguru que, aos poucos, consegui melhorar. Durante quase seis anos, eu retornava para os acompanhamentos sempre acompanhada da minha mãe e da minha avó”, recorda.
A trancista Ester do Nascimento, mãe do pequeno Sérgio Neemias (foto), passou recentemente pelo mesmo problema. Ela também esteve acompanhando o filho, que nasceu prematuro. Com quatro meses, o pequeno já recebeu alta, mas a mãe continua com os cuidados em casa, além de ter se tornado doadora externa de leite.

“A minha experiência no hospital foi e sempre será muito marcante em nossa história. Todos os cuidados não apenas com o meu bebê, mas também comigo foram, sem dúvidas, essenciais. Cada atenção e dedicação ao meu filho fizeram com que minhas crises de ansiedade diminuíssem, à medida que ele melhorava. Os projetos e reuniões realizados conosco foram de suma importância e deixaram tudo mais leve”, disse.
Neemias segue recebendo os cuidados no atendimento ambulatorial. Enquanto Ester afirma que a doação de leite materno transformou a sua vida em poder ajudar outras mães. “Desde o início sou doadora. Quando o Neemias nasceu, ele só podia receber 1 ml de leite, e como eu sempre tive bastante, me informaram sobre a importância da doação. Assim como o meu filho precisava de 1 ml, muitos outros bebês também precisam e muitas vezes não têm. Quando soube disso, comecei a doar”, afirma.
O Novembro Roxo é o mês mundial dedicado à conscientização sobre a prematuridade e à importância de garantir cuidado integral, humanizado e seguro aos bebês que chegam antes do tempo.
Yohanna Monteiro, coordenadora de enfermagem do Cetip, destaca que o HGWA tem papel essencial nesse sentido, promovendo ações de conscientização sobre as causas da prematuridade e reforçando a importância do cuidado contínuo. “Na semana do prematuro, focamos no vínculo mãe-bebê, no Método Canguru, que aumenta o contato pele a pele, e na importância do leite materno para ganho de peso e desenvolvimento. São iniciativas fundamentais.”
A neonatologista Jocélia Bringel, do HGWA, reforça que a neonatologia trabalha com recém-nascidos de zero a 30 dias e que o leite materno é especialmente importante para os prematuros. “É uma responsabilidade do profissional que atua na área promover o aleitamento materno e oferecer à mãe condições para uma boa produção de leite, ordenha e condições de armazenamento do leite. Oferecemos tudo isso no hospital com a proposta do posto de coleta e com o auxílio às mães que estão com os bebês internados. Para cada bebê, o leite que vem diretamente da sua mãe, é adequado às suas necessidades nutricionais e isso, no ponto de vista da neonatologia, impacta na qualidade de vida e na atenção que é dada”, finaliza.
Nesta segunda-feira, às 14h,o HGWA realizará a live “Dia Mundial da Prematuridade: garanta começos saudáveis para futuros brilhantes”. Entre os palestrantes confirmados estão Cristianne Melo de Mendonça, que falará sobre a abordagem inicial ao bebê prematuro; Roberta Gomes Rodrigues Pessoa, abordando a rotina de cuidados dentro da unidade neonatal; Renata Viana, com reflexões sobre o tempo, o vínculo e o impacto emocional no cuidado ao prematuro; Daniel Herzer, que destaca a importância do acompanhamento após a alta; e Yohanna Monteiro, trazendo a perspectiva da enfermagem especializada em neonatologia.
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