

Maicon manteve a tradição no canavial e fundou a empresa Rei da Cana – Fotos: Renata Rosa / Epagri
O verão está chegando e com a estação mais quente do ano vem também aquela vontade de tomar uma garapa de cana bem gelada, desfrutando de gostosos passeios à beira-mar. Até nesse momento a Epagri se faz presente, dando condições aos produtores de cana-de-açúcar de comercializar seu produto de forma segura e legalizada, além de oferecer a oportunidade de modernizar a atividade acessando políticas públicas para investir na propriedade. Tudo começa na visita do extensionista rural aos produtores.
Quando o engenheiro-agrônomo e extensionista Eraldo Luís Monteiro chegou na chácara de Maria Aparecida Souza do Amaral, 64, junto com a reportagem, ela veio recebê-lo com um sorriso no rosto. “Tu sabes que eu adoro a Epagri, não sabes?”. E não é para menos. Desde 1995, a agricultora mantém uma relação de parceria e gratidão com a instituição, que transformou a vida da família através da assistência técnica e projetos para deslanchar a atividade agrícola. Ações que levaram à sucessão familiar bem sucedida, através do filho Maicon, 38, que voltou para o campo e criou a empresa “Rei da cana”, aberta em 2020.
Maria conta que a primeira vez que teve contato com a instituição foi em 1995, quando o extensionista que atuava no município naquela época convenceu o casal de agricultores a plantar pepino, porque teriam venda garantida para uma fábrica de conservas de Navegantes. Anos depois, a fábrica fechou, e a família apostou tudo no cultivo de cana-de-açúcar e na comercialização de garapa, numa loja montada às margens da BR-101, no bairro São Nicolau, na Penha, que vendia de tudo: de toalhas de praia a pastel.

Mas o manejo da cana na propriedade era dificultado pela falta de drenagem do terreno. Então, em 2005, a família vendeu o sítio e se mudou para o bairro Nossa Senhora de Fátima, onde planta hoje 3,5 hectares de cana e fornece, mensalmente, três toneladas do produto beneficiado para mais de 100 pontos de venda de garapa em Itajaí, Navegantes, Penha e Balneário Piçarras. O esposo José Natalício, 70, ainda ajuda na roça, e a esposa de Maicon, Tamara, atua no beneficiamento. A empresa tem seis funcionários e está expandindo para além dos limites do Estado, no Paraná.
A cana é entregue três vezes por semana por Maicon, que em 2019 voltou para o campo, após tentar a vida como funcionário de uma borracharia e não ter gostado nem um pouco da experiência. A cana que chega da roça é raspada, cortada e embalada em sacos de 20kg para abastecer o furgão. O galpão de processamento da cana, com 150m², foi projetado pelo engenheiro de alimentos da Epagri, Henrique Rett, em conformidade com as normas sanitárias. Os recursos para a construção do galpão e comprar o furgão foram viabilizados através do financiamento do Programa Nacional de Agricultura Familiar ( Pronaf ).

No mesmo ano, Maria Aparecida fez o curso Flor-E-Ser , onde desenvolveu um plano de negócio para modernizar ainda mais as instalações. “Meu filho é muito exigente com a cana que vende, por isso, a gente precisava de uma câmara fria para acondicionar o produto e não degradar até chegar nos pontos de venda”, explicou. Para adquirir a câmara refrigerada, foi feito um financiamento com recursos do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) através do programa Realiza.
Antes de ter acesso às políticas públicas , a raspagem da cana era manual, a entrega era feita em fardos e a propriedade sequer tinha alvará sanitário para exercer a atividade. “Eu sempre digo que a Epagri tem um lugar especial no meu coração. É lá que fiz meus cursos de geleias, conservas, pães, os técnicos nos ensinaram como trabalhar melhor, aumentar a nossa renda e melhorar a propriedade. Sou eternamente grata por tudo que fez e faz por nós, por isso nossas portas estão sempre abertas para vocês”.
Por Renata Rosa, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc
Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407 / 99161-6596
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