

As condições do tempo são fatores que influenciam diretamente na produção agrícola. O plantio, o crescimento, a pulverização, a colheita e o armazenamento são diretamente impactados pela chuva, frio, calor, granizo, ventos e geadas. Para auxiliar na tomada de decisão em escala regional, municipal e talhão, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) lançou nesta quarta-feira (17) a plataforma Simeagro, desenvolvida em parceria com o Sistema Ocepar.
O objetivo da ferramenta é auxiliar as cooperativas, otimizando recursos e colheitas; as seguradoras, reduzindo riscos e perdas; e o setor público, também com subsídio à tomada de decisões e construção de políticas públicas para o setor. O Simeagro utiliza inteligência agroclimática por meio do uso de indicadores agrícolas, indicadores climáticos e análise geoespacial, incluindo imagens de satélite.
“A ideia conjunta do Governo do Paraná, através da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), Ocepar e o Simepar é criar um escudo meteorológico para o Paraná. Vamos nos proteger das agruras do tempo, preparar os agricultores para o plantio correto na hora certa. Se a plantação for muito tarde ou muito antes dos eventos climáticos, poderá ocasionar a destruição do processo econômico tão caro ao Paraná”, disse Rafael Greca, secretário de Desenvolvimento Sustentável.
O desenvolvimento durou quase um ano, e contou com visitas a campo para ouvir as impressões do produtor rural, com o objetivo de adequar o produto às necessidades reais dos que atuam no setor.
“Com a geoespacialização, podemos atender aquele produtor que tem uma determinada cultura naquele determinado local, permitindo uma melhor previsão dentro daquele espaço, dentro de um determinado tempo", explicou Paulo de Tarso, diretor-presidente do Simepar.
"Com isso ele poderá saber a melhor época de plantio, melhor época de aplicação de produtos químicos e de colheita. Isso vai facilitar o trabalho não só do produtor rural, mas também das próprias cooperativas que precisam ter toda uma logística para armazenagem e transporte e, é claro, o trabalho do poder público que terá melhor condição de implementação das políticas agrícolas no Paraná”, ressaltou.
INTEGRAÇÃO DE DADOS– Na prática, o Simeagro integra dados como umidade do solo, estresse hídrico, chuva espacializada sobre áreas agrícolas com histórico de cinco anos, além dos dados de temperatura, precipitação, vento e previsão de geada para 48 horas, em escala regional, por municípios, ou em escala de talhão (unidade de medida de terreno cultivado), por propriedade.
A plataforma também apresenta NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada) por cultura com histórico de cinco anos, previsão do tempo horária para dois dias, e previsão do tempo diária para sete dias, gratuitamente.
“Essa parceria entre a Ocepar e o Simepar é uma oportunidade para que o produtor tenha a melhor informação sobre o clima. O clima não podemos controlar, mas você pode-se controlar a informação sobre o clima e, com ela, é possível planejar melhor a atividade do produtor. Através das cooperativas, os 238 mil produtores estarão mais amparados”, afirmou José Roberto Ricken, presidente do Ocepar.
O presidente do Conselho da Cocamar, de Maringá, Luiz Lourenço, enalteceu a ferramenta e o uso de informações meteorológica para a produção e produtividade agropecuária.
“O agricultor hoje faz plantios e pulverizações por mero palpite. A gente precisa ter uma meteorologia assertiva, porque com isso ele vai saber otimizar o cultivo e todas as suas operações na fazenda, para que possa ter um plantio adequado. A Cocamar também tem um programa, um quadrilátero de estações, onde a gente poderá ter uma visão mais global, junto com os projetos que estão sendo implementados pelo Simepar”, afirmou.
EVENTO– Participaram do lançamento da plataforma o secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani; a diretora-executiva do Simepar, Vanessa D’Ávila, os integrantes da equipe que desenvolveu a plataforma, além de representantes da Sanepar, da Universidade Federal do Paraná, Fundação Araucária, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e cooperativas.
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