

Com uma agenda voltada à integração da rede de atenção, fortalecimento da participação social e ampliação das ações de prevenção, a Coordenadoria Estadual de Enfrentamento às Drogas (Cendfol) registrou avanços significativos na construção de um sistema mais humanizado e eficiente em todo o Piauí.
Ao longo de 2025, os termos de cooperação firmados com órgãos estaduais e federais se tornaram a base para reorganizar fluxos de atendimento, qualificar serviços e garantir que iniciativas de cuidado, prevenção e reinserção social acontecessem de forma coordenada.
A secretária do Enfrentamento às Drogas, Simone Pereira, destaca que os avanços representam um processo que começou com escuta, diagnóstico e articulação. “A Cendfol não executa sozinha a política sobre drogas, mas sim, coordena uma rede que precisa funcionar de forma integrada. Por isso, tivemos o cuidado de mapear o fluxo, dialogar com cada instituição envolvida e construir instrumentos que realmente fortalecem o atendimento. Um exemplo é o Piauí Saúde Digital dentro das comunidades terapêuticas, que reduziu a evasão porque agora os acolhidos têm acesso a atendimento médico e psiquiátrico no momento mais crítico da abstinência. Esse foi um avanço histórico”, explica a gestora.

A articulação com a Secretaria de Estado da Saúde possibilitou ainda a realização de testagens para tuberculose, hanseníase e ISTs, ações antes inacessíveis para grande parte dos acolhidos devido à falta de documentação ou de vínculo com o SUS. “Essas pessoas, em sua maioria, vêm de situações de rua e chegam sem documentos. Ao trabalhar a imunização e o acompanhamento na área da saúde, garantimos que todos tenham acesso ao sistema público. É um avanço significativo na vida de cada acolhido”, acrescenta Simone Pereira.

Outra frente importante foi estabelecida com a Secretaria da Educação e com outras instituições que permitiram ampliar ações voltadas à qualificação e reinserção dos acolhidos, levando programas como Ensino de Jovens e Adultos (EJA), ensino técnico, tecnológico e formações profissionalizantes para dentro das comunidades terapêuticas e territórios atendidos pela Cendfol.
As iniciativas têm transformado trajetórias e ampliado perspectivas das pessoas capacitadas. “Tenho amado participar do curso Mulheres Mil. Aprender biojoias tem me mostrado um novo caminho e quero usar esse conhecimento, ao concluir o tratamento, para conquistar minha renda e reconstruir minha vida”, ressalta a acolhida Kaline Teixeira.

Esse movimento, somado às parcerias com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), Coordenadoria da Juventude, Sistema S, Secretaria do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sasc) e demais órgãos da rede, tem reforçado o compromisso de garantir que cada pessoa acolhida encontre, no processo de tratamento, não apenas cuidado, mas também condições reais de autonomia e reconstrução de seus projetos de vida.
“O objetivo é que, quando o acolhido sair da comunidade, ele encontre um caminho. Com o Projeto de Vida, com a qualificação profissional e com o apoio dos CRAS e CREAS, estamos reconstruindo vínculos e evitando que a pessoa volte para a situação de vulnerabilidade. É um trabalho que integra cuidado, dignidade e futuro”, pontua Simone Pereira.
Piauí consolida protagonismo na discussão nacional sobre drogas
Outro destaque do ano foi a realização, em Teresina, da maior consulta pública do país voltada à construção do novo Plano Nacional de Políticas sobre Drogas (Planad). O encontro, promovido em parceria com o Ministério da Justiça, reuniu centenas de participantes e colocou o Piauí no centro do debate nacional sobre prevenção e enfrentamento às drogas.

A mobilização promovida pela Cendfol garantiu ampla participação da sociedade civil, representantes de diversos municípios e profissionais de diferentes setores, reforçando o compromisso do Governo do Estado com uma política construída coletivamente e orientada por evidências.
Programa Cria fortalece ações preventivas no estado
Em 2025, o Piauí também avançou de forma expressiva na implantação do Programa Prevenção e Cidadania (Cria), resultado de uma parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e com a Fiocruz. As formações envolveram equipes das áreas de educação, assistência social e saúde, aplicando metodologias reconhecidas internacionalmente.
A diretora de Interlocução Institucional da Cendfol, Karina Sampaio, destaca que o programa marca um novo momento para a prevenção no estado. “Foi um ano de grandes realizações. Conseguimos trazer o CRIA para o Piauí e capacitar profissionais em metodologias como ELOS, #Tamojunto e Famílias Fortes. São ferramentas eficazes, que atendem crianças, adolescentes e famílias e que dão as equipes municipais condições reais de trabalhar a prevenção de forma qualificada, contínua e integrada”, explica Karina Sampaio, ressaltando que o esforço foi concentrado nos macroterritórios, onde a Cendfol atua, e que o objetivo do Governo do Estado, para 2026, é ampliar o alcance para mais municípios.
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