

A Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), consolidou o Departamento de Proteção à Pessoa Imigrante como a principal porta de entrada para o atendimento humanizado de estrangeiros que chegam ao município. Sob a coordenação de Rozana Leite, o setor atua como um hub integrador, traçando o perfil de cada migrante para garantir acesso imediato a direitos e serviços socioassistenciais.
O fluxo de atendimento começa na sede da Seaspac, onde o imigrante, muitas vezes encaminhado pela Polícia Federal ou abordado em situação de rua, passa por uma triagem com assistentes sociais e psicólogos. “É a partir desse departamento que traçamos o perfil do imigrante e emitimos o protocolo de refúgio, a primeira documentação necessária para sua permanência legal”, explica Rozana Leite.


A assistência vai além da burocracia, envolvendo uma rede intersetorial que inclui a Secretaria de Saúde, com triagem inicial, atualização do calendário vacinal e exames específicos; a Secretaria de Educação, que tem parceria com a escola do Lions, localizada na Marabá Pioneira, para aulas de português no contraturno, facilitando a integração de crianças e adolescentes; e a Assistência Social, que faz o encaminhamento para os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) e a inclusão no Cadastro Único (Bolsa Família).
“Ele vai ser acompanhado no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do CRAS. Depois disso, ele é inserido no programa de emprego e renda. Para dar mais autonomia, a gente vai identificar qual é a aptidão na área de artesanato desse migrante, para que ele possa fazer um curso também, através do Departamento de Emprego e Renda. E, a partir daí, ter uma renda e ganhar mais autonomia”, descreve a coordenadora.
Um dos acolhidos e líder do grupo, Adrian José Pérez Martins, é indígena da etnia Warao e já está no abrigo há cinco anos. Ele agradece o apoio que a Prefeitura de Marabá tem dado e fala do trabalho com o artesanato, que é uma importante fonte de renda para eles.


“Aqui é muito bom. As prefeituras, os estados sempre colaboram conosco, nos ajudam. Queremos agradecer a essas pessoas, porque nós aqui no acolhimento, este é o nosso trabalho, da nossa cultura indígena. Aqui estamos apresentando a nossa cultura, nós fazemos artesanato. Agradecemos a todo mundo que quer nos ajudar, às pessoas que querem comprar artesanato”, agradece o indígena.
Foco na autonomia e geração de renda
O grande diferencial do departamento é o foco na emancipação. Por meio do setor de Emprego e Renda, a prefeitura incentiva o potencial artesanal dos acolhidos. Um exemplo marcante é o grupo da etnia indígena Warao, que possui um acolhimento específico e comercializa artesanatos todos os domingos na Feirinha do Pôr do Sol.
O impacto do serviço é mensurável. Atualmente, o município acolhe 6 famílias, totalizando 29 pessoas. No balanço consolidado de 2025, o departamento registrou 51 desacolhimentos bem-sucedidos, onde os imigrantes alcançaram 100% de autonomia financeira e social.



“Trabalhamos para que o imigrante ganhe capacidade e autonomia. Mesmo após o desacolhimento, seguimos acompanhando essas famílias por seis meses para garantir que a integração seja definitiva”, conclui a coordenadora.
Para quem deseja conhecer ou apoiar o trabalho, o Departamento de Imigração funciona na sede da Seaspac, localizada na Agrópolis do Incra, no bairro Amapá, e a exposição dos artesanatos ocorre semanalmente na orla da cidade.









Texto: Fabiana Alves
Fotos: Paulo Sérgio Santos e Nathália Costa
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