

Entre os crimes mais comuns estão o golpe em que criminosos se passam por amigos ou familiares, geralmente por meio do WhatsApp


O número de tentativas de golpes financeiros no Brasil cresceu 38% em 2025, conforme aponta a edição mais recente da pesquisa Radar Febraban. O dado reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos consumidores, especialmente no início do ano, período marcado pelo pagamento de tributos, matrículas escolares e outras despesas sazonais.
Diante desse cenário, o Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) alerta a população amazonense sobre os principais tipos de golpes, que vêm sendo aplicados com maior frequência, e orienta sobre como se proteger contra fraudes.
Entre os crimes mais comuns estão o golpe em que criminosos se passam por amigos ou familiares, geralmente por meio do WhatsApp, solicitando transferências de dinheiro; o golpe do boleto falso, envolvendo cobranças fraudulentas de IPVA, IPTU, taxas de matrícula e outros serviços; além do golpe da falsa central de atendimento, no qual estelionatários fingem ser funcionários de bancos ou empresas para obter dados pessoais e bancários das vítimas.
Também são recorrentes as ofertas milagrosas, que prometem ganhos financeiros rápidos e irreais, e os golpes relacionados ao suposto “dinheiro esquecido”, que utilizam links e mensagens falsas para enganar o consumidor.
De acordo com o diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe, os golpistas se aproveitam do aumento das obrigações financeiras e da pressa do consumidor neste período.
“Os criminosos utilizam estratégias cada vez mais sofisticadas e exploram a urgência e a desinformação das pessoas. Por isso, é fundamental que o consumidor desconfie de contatos inesperados, confirme qualquer cobrança nos canais oficiais e nunca compartilhe dados pessoais ou bancários”, frisou.
O órgão reforça que instituições financeiras e órgãos públicos não solicitam senhas, códigos ou dados pessoais por telefone, mensagens ou redes sociais. Em caso de suspeita ou confirmação de golpe, o consumidor deve registrar um boletim de ocorrência e procurar o Procon-AM para receber orientações e formalizar a denúncia.
Como se proteger e denunciar
Para evitar prejuízos, a orientação é nunca clicar em links de procedência duvidosa e sempre conferir os dados do beneficiário antes de finalizar qualquer pagamento via PIX ou boleto.
Em caso de suspeita ou de ter sido vítima de um crime, o consumidor deve: Registrar imediatamente um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia do Consumidor (Decon); Entrar em contato com sua instituição financeira para tentar o bloqueio de valores; Procurar o Procon-AM para formalizar a denúncia e receber orientações jurídicas.
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