

O Setor de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal do Paraná (PPPR) completa 12 anos de atuação nesta quarta-feira (14). Especializado na atuação em situações de crise e operações de alto risco no sistema penitenciário, o SOE alcançou destaque nacional, consolidando-se como uma das principais forças de intervenção prisional do país, tornando-se referência para outros estados da Federação e projetando, de forma positiva, o nome da PPPR.
“A trajetória do Setor de Operações Especiais simboliza um dos pilares da evolução da PPPR. Ao longo desses 12 anos, consolidou-se como uma equipe altamente especializada, preparada técnica e operacionalmente para atuar nos cenários mais complexos do sistema prisional. Esse crescimento é resultado de investimento contínuo em capacitação, tecnologia e valorização dos nossos policiais penais, refletindo o compromisso da instituição com a segurança, a legalidade e a proteção da sociedade”, destacou a diretora-geral da PPPR, Ananda Chalegre.
ORIGEM- A criação do SOE está diretamente ligada a um curso de capacitação realizado entre os anos de 2011 e 2012 no Rio de Janeiro com o Grupo de Intervenção Tática da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária. Um grupo de 10 agentes penitenciários do Paraná participou do treinamento que teve como foco o combate em ambientes confinados, fornecendo as bases técnicas que posteriormente seriam aplicadas no sistema penitenciário paranaense.
Com a incorporação desses conhecimentos às atribuições do então Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) — atualmente Polícia Penal do Paraná — foi criado, em 2014, o Núcleo de Operações Especiais, com o objetivo de estruturar uma tropa intervencional especializada e promover cursos de atualização em segurança penitenciária. A iniciativa marcou o início de um novo padrão na gestão da segurança prisional no Estado.
Segundo o chefe em exercício da Divisão de Operações de Segurança (DOS) da PPPR, Rodrigo Almeida, que atua no SOE desde sua criação, a evolução do setor reflete o processo de transformação profunda no sistema penitenciário paranaense.
“O SOE surgiu com os então agentes penitenciários buscando conhecimento em outros estados e replicando-os no Paraná, como um processo de mudança de paradigma dentro do sistema penitenciário. No início, contamos com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), inclusive com empréstimo de armamentos e instruções técnicas. Hoje, os policiais do SOE possuem armamentos próprios, equipamentos de proteção individual de nível 3, fuzis e viaturas blindadas. Essa evolução em equipamentos, treinamento e capacitação rendeu ao setor reconhecimento nacional entre as forças de segurança”, destacou.
O grupamento conta atualmente com óculos de visão noturna, tecnologia que amplia significativamente a capacidade operacional dos policiais penais em ações realizadas em baixa luminosidade, como nos entornos das unidades prisionais. O SOE também dispõe de fuzis com miras optrônicas e magnificadores, que permitem maior precisão e identificação de alvos a distâncias ampliadas.
Para o policial penal Sandro Henrique de Campos, um dos primeiros encarregados do SOE e atual chefe das cadeias públicas da regional administrativa de Ponta Grossa, a data representa mais do que um marco temporal da instituição.
“O SOE celebra mais do que 12 anos: celebra uma história construída com coragem, sacrifício e compromisso. Forjado na escassez e nos desafios, nasceu da necessidade de uma tropa especializada para enfrentar as crises do sistema prisional do Paraná. Hoje, é uma equipe madura, técnica e presente em todo o Estado, que carrega um legado e reafirma seu compromisso com o futuro”, afirma.
Atualmente, o SOE conta com sete bases operacionais distribuídas estrategicamente pelo Paraná, na cidades de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba; Ponta Grossa, nos Campos Gerais; Londrina, no Norte; Francisco Beltrão, no Sudoeste; Maringá, no Noroeste; além de Cascavel e Foz do Iguaçu, na Região Oeste.
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