

Com o tema “Conexões reais importam. Pausar também é produzir”, a Prefeitura de Marabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), intensifica neste mês as ações da campanha Janeiro Branco. Em 2026, o foco central é o impacto do uso abusivo de tecnologias, como redes sociais e jogos eletrônicos, na saúde mental da população, um fator que contribuiu para o aumento expressivo na busca por atendimento especializado no último ano.
De acordo com Katiane Chaves, gerente do CAPS III Castanheira, o ano de 2025 foi marcado por uma demanda considerável. Somente no CAPS III, foram realizados entre 1.600 e 1.800 acolhimentos.


“É um número expressivo que reflete o quanto o uso excessivo de telas tem levado as pessoas a uma situação vulnerável. O objetivo da campanha é chamar a atenção para que as pessoas entendam que o excesso de qualquer projeção virtual pode adoecer o indivíduo física e mentalmente”, alerta a gerente.
A campanha reforça a necessidade de “pausar”. Katiane explica que esse movimento não significa ócio, mas sim uma estratégia de autocuidado.
“Pausar é necessário para termos condição de saúde mental e, no caso dos profissionais, para conseguirmos atender quem já está acometido por transtornos graves e persistentes”, pontua.
O médico psiquiatra Dr. José Walter Prado destaca que o consumo desenfreado de conteúdo digital altera diretamente o relógio biológico e a produtividade dos cidadãos de Marabá.


“As pessoas estão perdendo muito tempo no virtual. Isso altera o sono. Muitos acordam de madrugada, buscam o celular que predispõe a quadros de ansiedade e depressão, que hoje representam mais da metade dos casos atendidos”, explica.
A psicóloga Brenda Correia complementa que, embora o uso de telas nem sempre gere um transtorno psiquiátrico isolado, ele agrava quadros clínicos anteriores.


“O Brasil é o segundo país mais ansioso do mundo. As redes sociais promovem uma comparação constante e uma intolerância ao tédio do dia a dia. Muitas vezes, o virtual é usado como um ‘entorpecimento’ para fugir da realidade”, analisa.
Dicas Práticas e a “Higiene do Sono”
Para combater esses sintomas, a equipe de saúde mental sugere mudanças na rotina.
– Higiene do sono: desconectar-se de telas pelo menos uma hora antes de dormir;
– Conexões reais: priorizar relacionamentos presenciais e atividades fora do ambiente digital;
– Administração do tempo: evitar checar o celular imediatamente ao acordar ou durante despertares noturnos.
Onde buscar ajuda em Marabá?
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Marabá está estruturada para atender diferentes níveis de complexidade. É fundamental que a população conheça o fluxo de atendimento para evitar a sobrecarga dos centros.
Para casos leves (Ansiedade leve, estresse), a porta de entrada é a Atenção Básica. O cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Para casos moderados, os usuários devem ser encaminhados para o ambulatório especializado Ament; e para casos graves, severos e persistentes, o atendimento é feito no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
“O CAPS é configurado para ser a última instância, atendendo casos onde há um comprometimento mais agudo da autonomia do paciente”, explica Brenda Correia.
Serviços
Katiane Chaves ressalta que as portas estão abertas para orientação: “Se você precisa de assistência e não sabe onde ir, pode procurar tanto a UBS quanto o CAPS; nossas equipes estão prontas para orientar e encaminhar para o local devido”.
O CAPS III Castanheira mantém um fluxo de acolhimento disponível de domingo a domingo, das 7h às 17h, garantindo assistência contínua à comunidade marabaense. Para mais informações sobre a rede de saúde mental, procure a UBS do seu bairro, Ament ou o CAPS III Castanheira.
Lembre-se: Saúde Mental é prioridade. Conecte-se com o que é real.






Texto: Fabiana Alves
Fotos: Paulo Sérgio Santos
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