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Janeiro roxo: mês de conscientização e combate à hanseníase com o seminário sobre novas tecnologias para o diagnóstico

A hanseníase é uma doença desafiadora, sob o ponto de vista da saúde pública, e tem um mês dedicado à conscientização e ao combate: o janeiro roxo....

16/01/2026 às 13h40
Por: Redação Fonte: Secom Espírito Santo
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Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo
Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo

A hanseníase é uma doença desafiadora, sob o ponto de vista da saúde pública, e tem um mês dedicado à conscientização e ao combate: o janeiro roxo.  A Secretaria da Saúde (Sesa) alerta a população para conhecer mais sobre ela para, em caso do aparecimento de sintomas, buscar ajuda rapidamente nas unidades de saúde mais próximas.

Provocada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase é uma doença infecciosa crônica, que afeta a pele e os nervos periféricos. Os sintomas são manchas claras, amarronzadas e avermelhadas sem sensibilidade; formigamentos e pontadas nos braços e pernas; fraquezas nas mãos e pés; caroços e nervos engrossados e doloridos.

Há pacientes que não apresentam sintomas. Nesse caso, eles sentem dores nas articulações, que podem causar dificuldades motoras e perdas de pelos em locais específicos, como sobrancelhas e cílios, por exemplo.

A hanseníase tem cura. O tratamento é gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba. No dia 28 deste mês, é comemorado o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase.

Em 2025, houve redução de casos novos da doença. Foram registrados 428 pacientes com hanseníase. Já em 2024, o Estado diagnosticou 465 pessoas com essa patologia.

 

Casos novos de hanseníase no Espírito Santo

2025: 428

2024: 465

2023: 447

2022: 383

2021: 326

2020: 325

Fonte: ESUS-VS. 

“A Secretaria da Saúde trabalha em diversas frentes, junto com os municípios, para que o diagnóstico da doença seja precoce, para minimizar as sequelas da hanseníase, como a incapacidade física. O tratamento com remédios dura de seis meses a um ano, dependendo do estágio da doença”, explicou a referência técnica em hanseníase da Sesa, Thicianna Castro.

As equipes da atenção básica fazem a avaliação clínica dos pacientes para identificar a doença. Quando o caso é confirmado, as equipes fazem uma investigação das pessoas que tiveram contato com os pacientes.  A investigação de contatos que convivem ou conviveram, residem ou residiram, de forma prolongada com pacientes acometidos por hanseníase, é a principal forma de prevenção. Essa é uma medida para evitar novos adoecimentos pelo contágio da doença.

“Quando iniciado o tratamento, os remédios já interrompem a transmissão da doença. A hanseníase tem cura. Precisamos superar o preconceito com a doença, e buscar as unidades de saúde para um cuidado especial, que vai até a alta do paciente e de seus contatos”, explicou Thicianna.

Seminário

Os esforços da Sesa para redução de novos casos também estão na capacitação dos profissionais de saúde do SUS capixaba, já que a doença é de difícil identificação, pois possui sintomas similares a diversas doenças, como as dermatológicas ou mesmo autoimunes.

De acordo com a referência técnica em hanseníase da Sesa, Marcília Miranda, cerca de 200 profissionais da saúde dos 78 municípios, entre enfermeiros(as), médicos(as), agentes comunitários, fisioterapeutas, assistentes sociais, técnicos(as) de laboratórios, farmacêuticos(as), e servidores das vigilâncias epidemiológicas, vão participar do Seminário “Hanseníase: utilizando novas tecnologias para o diagnóstico”, que deve acontecer na próxima sexta-feira (23).

O objetivo do encontro é, além da atualização sobre o tema, promover a integração das equipes de saúde no fortalecimento das ações de vigilância, diagnóstico e tratamento da hanseníase, do momento da notificação até a alta por cura.

São até quatro vagas por município. “O profissional de saúde tem um papel fundamental na identificação da doença. Por isso, esse seminário é tão importante no combate à hanseníase no Estado. Sabemos que ela pode ser facilmente confundida. Esta capacitação possibilitará o diagnóstico preciso e o tratamento mais rápido para o paciente e seus contatos.

Confira a programação do Seminário “Hanseníase: utilizando novas tecnologias para o diagnóstico”

Sexta-feira, dia 23

8h – Credenciamento e acolhida

9h - Abertura oficial do evento e a palestra “Diagnóstico clínico e diferencial da hanseníase -

Formas Clínicas e Operacionais da Hanseníase”, com a palestrante Maria Leide Wand-Del-Rey de Oliveira.

10h15 – “Prevenção de Incapacidades na Hanseníase: pilar do cuidado integral ao paciente”, com a palestrante Maria Luciana Miranda Barbosa Mello.

10h45 – “Novas tecnologias, recomendações e fluxos para o diagnóstico da Hanseníase: Fluxogramas estabelecidos no PCDT da Hanseníase para diagnóstico e tratamento; Uso do teste rápido na avaliação de contatos de casos de hanseníase; Utilização de teste biomolecular na avaliação de contatos de casos de hanseníase; e Investigação da resistência antimicrobiana na hanseníase”, com o palestrante Alexandre Casimiro.

13h – “Baciloscopia: coleta de material e coloração/leitura”, com a palestrante Maria Carolina Faiçal Campana.

13h45 – Trabalho em grupo e apresentação da palestrante Maria Leide Wand-Del-Rey de Oliveira.

15h15 – Debate com os palestrantes.

17h – Encerramento.

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