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Corregedoria da Polícia Civil de SP e MP prendem delegada recém-empossada por elo com facção criminosa

Investigações tiveram início a partir de mecanismos internos de controle da Polícia Civil, identificando indícios de irregularidades

16/01/2026 às 13h40
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Investigada ainda estava em período de formação na Academia de Polícia, não atuando na função de delegada, informaram as autoridades em coletiva de imprensa
Investigada ainda estava em período de formação na Academia de Polícia, não atuando na função de delegada, informaram as autoridades em coletiva de imprensa

Uma delegada recém-empossada foi presa nesta sexta-feira (16) durante a Operação Serpens, realizada pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público, por meio dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) paulista e do Pará. A ação apura o envolvimento da advogada recém-empossada com uma organização criminosa de atuação interestadual. A investigada ainda estava em período de formação na Academia de Polícia, não atuando na função.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará, além de mandados de prisão temporária contra a delegada investigada — empossada em dezembro do ano passado em São Paulo — e um integrante de facção criminosa que estava em liberdade condicional.

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“Essa ação mostra que a gente não hesita em cortar na própria carne. Assim que a nossa corregedoria identificou que tinha coisa errada, foi feita uma investigação que resultou no pedido de prisão à Justiça, em parceria com o Ministério Público. Temos mecanismos rígidos de controle para impedir que pessoas que atuam na ilegalidade integrem nossas forças de segurança”, destacou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Ele reforçou que a investigação foi uma resposta rápida do Estado diante da conduta da suspeita. “Ela tinha um compromisso com o crime organizado. E não vamos deixar o crime organizado contaminar nossos agentes públicos”, disse Nico.

Durante a investigação, ficou constatado que a suspeita chegou a participar, depois de empossada como delegada em São Paulo, de audiências de custódia no Pará como advogada de defesa de um faccionado, uma prática ilegal. “Essa é uma das provas robustas que já produzem efeito contra ela”, afirmou o delegado João Batista Palma Beolchi, corregedor-geral da Polícia Civil de São Paulo.

As investigações tiveram início a partir de mecanismos internos de controle da própria Polícia Civil, que identificaram indícios de irregularidades envolvendo a delegada, incluindo possível exercício de atividade incompatível com o cargo público e a existência de vínculos pessoais e profissionais com um homem identificado como integrante de organização criminosa.

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Diante da apuração, a Corregedoria instaurou procedimentos administrativos e criminais e passou a realizar apuração técnica e completa dos fatos. A investigação apontou indícios do envolvimento da servidora com a facção criminosa, o que motivou a deflagração da operação conjunta.

“Não há nenhum indicativo de que a organização criminosa tenha financiado ou atuado desde a formação dela”, informou Carlos Gaya, promotor do Gaeco. “A hipótese é que ela tenha sido cooptada no curso do contato dela com lideranças da organização em presídios no Pará. Isso se aprofundou a partir de um relacionamento amoroso com uma dessas lideranças.

Com o cumprimento dos mandados e as prisões temporárias, as investigações prosseguem sob a condução da Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público do Estado de São Paulo, com o objetivo de aprofundar as investigações e responsabilizar os envolvidos.

“Nosso compromisso institucional e inafastável é, seguramente, pelo aperfeiçoamento do controle interno, da transparência, legalidade e combate feroz e sistêmico contra corrupção”, afirmou o delegado Beolchi.

Assista à coletiva de imprensa sobre o caso:

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