

A centralização da alimentação escolar adotada pela Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), estruturou um modelo unificado que garante regularidade no fornecimento, com 100% de cobertura de todas as refeições nas unidades, sem atrasos ou faltas de fornecimento, a partir da implementação da centralização. Além disso, o formato garante padronização dos cardápios, segurança sanitária no atendimento diário a cerca de 45 mil alunos.
Ao substituir o modelo anterior, fragmentado, com compras que apresentavam risco de desabastecimento, dificuldade de fiscalização, variações na qualidade dos alimentos e sobrecarga administrativa das unidades escolares, o novo formato apresentou redução de falhas operacionais, maior previsibilidade orçamentária e fortalecimento da governança da política pública de alimentação escolar.
Além do impacto nutricional, a medida modernizou a gestão da alimentação escolar, ampliou a transparência e reduziu manifestações na Ouvidoria. Além disso, o formato possibilita maior controle dos gastos públicos.
A rede municipal de ensino atende estudantes da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA), em unidades de tempo parcial e integral, com a oferta de café da manhã, almoço, lanche e jantar, conforme a etapa e a jornada escolar. A organização centralizada permite planejamento contínuo, controle nutricional e abastecimento ininterrupto ao longo do ano letivo.
A secretária municipal da Educação, Anice de Souza Moura, explica que os dados confirmam a efetividade da decisão. “Estamos falando de uma operação que assegura alimentação diária e planejada para cerca de 45 mil alunos, com milhões de refeições distribuídas anualmente em 100% das unidades da rede. A centralização trouxe controle, eficiência, fortalecimento da economia local e permitiu que as escolas foquem no que é essencial, o processo pedagógico”, destacou.
Mais de 90,7 mil refeições diárias
Os cardápios da alimentação escolar da rede municipal de Educação de Palmas são elaborados por nutricionistas e têm como base a utilização de alimentosin naturae minimamente processados, respeitando as necessidades nutricionais de cada faixa etária, as necessidades alimentares especiais, os hábitos alimentares e a cultura alimentar da localidade, além de serem pautados na sustentabilidade e diversidade agrícola da região e na promoção da alimentação adequada e saudável, conforme recomenda o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Atualmente são ofertadas nas 82 unidades educacionais um total de 90.739 refeições diárias, considerando que nas escolas parciais são ofertadas uma refeição por turno, nas Escolas de Tempo Integral (ETIs) três refeições, nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) parciais duas e nos integrais, o mínimo de quatro refeições. A alimentação regular nas unidades contribui com a aprendizagem, com o rendimento escolar e favorecem a promoção da formação de hábitos alimentares saudáveis.
Texto: Jesuino Santana Jr.
Edição: Lorena Karla Mascarenhas

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