

A infiltração com ácido hialurônico tem se consolidado como uma alternativa terapêutica relevante para pacientes com afecções do ombro e do cotovelo. O procedimento, que já é utilizado em articulações como joelhos e quadris, vem ganhando espaço em regiões que apresentam alta incidência de lesões degenerativas e inflamatórias, especialmente entre pessoas com dor crônica e limitação funcional.
Um estudo do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington, publicado na revista científica The Lancet Rheumatology, estima que cerca de 1 bilhão de pessoas sofrerá com osteoartrite em 2050. O dado reforça a necessidade de abordagens terapêuticas que possam reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida, adiando ou evitando procedimentos cirúrgicos.
De acordo com os médicos ortopedistas Dr. José Garotti e Dr. Guilherme Vieira, do Centro Médico Alto de Pinheiros, as infiltrações com ácido hialurônico demonstram maior eficácia clínica em casos de osteoartrite leve a moderada, tendinopatias com comprometimento da bursa, sinovites e lesões degenerativas associadas à dor persistente mesmo após tratamento conservador. No cotovelo, também há benefício em epicondilites resistentes.
O mecanismo de ação do ácido hialurônico é descrito como multifatorial. Ele atua restaurando a viscoelasticidade do líquido sinovial, reduzindo o atrito articular e promovendo efeito anti-inflamatório local. "A substância modula citocinas inflamatórias, como a interleucina-1, e inibe a ação de metaloproteinases. Além disso, interage com receptores CD44, contribuindo para alívio da dor, proteção condral e melhora da mobilidade", detalha o Dr. José Garotti.
O procedimento é realizado em ambiente ambulatorial, com o paciente em posição adequada e utilizando agulha fina sob rigorosa assepsia. Segundo o Dr. Guilherme Vieira, o uso de ultrassonografia não é obrigatório, mas é altamente recomendado. "A ultrassonografia aumenta a precisão, reduz falhas técnicas e evita estruturas vasculonervosas, principalmente em articulações como o ombro", afirma.
O médico ressalta que o tempo médio de recuperação após a infiltração varia de 48 a 72 horas. Nesse período, recomenda-se restrição de esforço local, aplicação de gelo e uso de analgesia oral leve. "As atividades físicas intensas devem ser suspensas nos primeiros dias. Atividades leves e de baixo impacto podem ser retomadas após esse período, conforme a resposta clínica do paciente", orienta.
O Dr. José Garotti ressalta que as contraindicações ao uso de ácido hialurônico incluem infecção ativa no local, febre, hipersensibilidade ao produto e doenças autoimunes graves. Há também contraindicações relativas, como distúrbios de coagulação e uso de anticoagulantes, que exigem avaliação individualizada. "O médico deve realizar anamnese, exame físico e, quando necessário, exames de imagem para garantir segurança na aplicação", destaca.
Para ele, a infiltração não deve ser vista como tratamento isolado, mas como parte de uma abordagem multimodal. "A integração com fisioterapia é considerada fundamental para ganho de força, correção de desequilíbrios musculares e reeducação postural. Já a reabilitação deve focar na função e na prevenção de recidivas, com exercícios orientados de acordo com a melhora dos sintomas", afirma.
O Dr. Guilherme Vieira reforça que o perfil de pacientes que mais se beneficia do procedimento inclui pessoas ativas, atletas e idosos com dor persistente que não obtiveram resposta satisfatória com medidas conservadoras.
"A infiltração com ácido hialurônico apresenta perfil de segurança elevado e pode adiar ou evitar procedimentos cirúrgicos em muitos casos. Quando usada com ultrassom e integrada a um plano de reabilitação, torna-se uma ferramenta terapêutica poderosa", conclui.
Para saber mais, basta acessar: https://centromedicoap.com.br/acido-hialuronico/
Saúde Ipsemg nomeia excedentes e amplia quadro de profissionais para fortalecer a assistência em saúde
Saúde Síndrome do olho seco é doença crônica multifatorial
Cuiabá - MT UPA Verdão passa por reforma e casos graves serão estabilizados e redirecionados
Saúde Técnicas endoscópicas impulsionam tratamentos da coluna
Mato Grosso do Sul SES debate avanços do Telessaúde e implantação da teleconsultoria em Mato Grosso do Sul
Amazonas Hospital Delphina Aziz realiza dois transplantes renais com órgãos doados em Rondônia
Piauí Governador apresenta resultados dos indicadores de Saúde Pública do Piauí nesta terça (20)
Mato Grosso do Sul Hospital Regional de Dourados inicia atendimento pediátrico com leitos exclusivos e cirurgias especializadas
Tocantins Hospital Regional de Augustinópolis realiza mutirão de exames de endoscopia Mín. 17° Máx. 23°





